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Candidato pinta o rosto para entrar em concurso do INSS por cotas

Um jovem de 24 anos foi exonerado do cargo de Técnico em Seguro Social do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Ele forjou características físicas para se passar por negro e ser aprovado por cotas raciais no concurso público do órgão.

Natural de Valeça (RJ), Lucas Soares Fontes é um rapaz branco e de olhos claros. O edital do concurso público do INSS estabelecia que os candidatos que se autodeclarassem negros deveriam enviar uma foto para comprovar que tinham o fenótipo, ou seja, características visíveis de uma pessoa preta ou parda.

Para entrar pelo sistema de cotas, Lucas se pintou e usou letras pretas. A foto foi enviada para o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela organização do concurso que a princípio reconheceu que ele tinha aspecto físico de negro.




Lucas acabou sendo aprovado para o cargo de Técnico do Seguro Social, função cujo salário inicial é de R$ 6 mil. Ele foi nomeado em abril de 2017 e trabalho em uma agência do INSS em Além Paraíba. Em janeiro deste ano, ele foi transferido para uma agência em Juiz de Fora.

O INSS recebeu a denúncia anônima de fraude um ano e meio após a aprovação. Desde então, o órgão iniciou a apuração. Diante dos indícios de fraude, a Polícia Federal foi acionada.

Lucas acabou exonerado do cargo nesta segunda-feira (10), após o caso ganhar repercussão nacional nos últimos dias. Em depoimento a Polícia Federal, ele negou as acusações.




– Ele nega que tenha fraudado, alega que tomou sol, que ficou daquela cor por conta de sol. Não quis falar muito sobre o caso, não quis se pronunciar quando questionado sobre a cor dos olhos – disse a delegada, Fabiana Martins Machado, em entrevista ao Fantástico.

Durante depoimento, ele também teria se pintado, de forma que aparentava ser um “moreno amarelado”, como citou a autoridade policial.




– Percebemos um tom muito artificial. Ele possuía manchas nas mãos, divergência de tonalidades, veio com olhos escuros também e foi assim que ele compareceu aqui – afirma a delegada.

Quando foi chamado para prestar esclarecimentos na Gerência Regional do INSS, Lucas também teria tentado manter a imagem da foto enviada para o concurso.

Além de fraudar o sistema de cotas do concurso do INSS, Lucas também entrou na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pelo sistema de cotas. Ele se formou em Direito no segundo semestre de 2017.

Na época que ingressou na instituição, a autodeclaração era considerada suficiente. A UFJF ressalta que a seleção por cotas mudou nesse meio tempo. Somente no ano passado, a instituição recebeu 156 denúncias de fraudes por ingresso através de cotas.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1

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