Coronel do Exército foi morto a tiros a mando da esposa, que queria o seguro de vida

Nesta quarta-feira (18), A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou que desvendou o homicídio consumado que vitimou Sebastião Mauro Venturi de Pina, de 58 anos, coronel reformado do Exército Brasileiro.

Ele foi encontrado morto no dia 06 de dezembro, no interior de um veículo, na BR-040 (entroncamento com a AMG-3085), na altura do bairro Barreira do Triunfo, em Juiz de Fora. O militar foi morto com disparos de arma de fogo na cabeça.

A esposa da vítima, de 42 anos, e o ex-sogro dela, de 71 anos, foram presos, na terça-feira (17), suspeitos de envolvimento no homicídio, e se encontram no sistema prisional. As investigações apontam que se trata de um crime planejado pela mulher e o autor para ceifar a vida da vítima.

Durante coletiva de imprensa, o Chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, Delegado-Geral Gustavo Adélio Lara Ferreira, explicou que, assim que a PCMG tomou conhecimento da localização do corpo da vítima, diligências ininterruptas foram realizadas para esclarecer a investigação, considerada complexa, já que o corpo foi encontrado em um local ermo e não havia, inicialmente, prova cabal.

– Os policiais civis trabalharam diuturnamente e procuraram as provas de forma técnica e profissional para esclarecer, com exatidão, o caso, possibilitando chegar até a autoria dos fatos – disse, parabenizando o profissionalismo da equipe da Delegacia Especializada de Homicídios.

Em seguida, o Delegado Regional de Juiz de Fora, Armando Avolio Neto, também falou sobre a apuração minuciosa e lembrou que a Polícia Civil vem trabalhando incessantemente para esclarecer outros homicídios, com índices de apuração em mais de 90%.

– Qualquer pessoa que pense em cometer um homicídio já sabe que será presa. E, nesse caso, não foi diferente – destacou, complementando que a Delegacia Regional também tem se empenhado em apurar outros delitos que aconteceram em Juiz de Fora e região.

Posteriormente, o Titular da Delegacia Especializada de Homicídios, Delegado Rodrigo Rolli, explicou que foram realizadas análises de imagens de câmeras, oitivas, confecção de laudo de necropsia e outras requisições, bem como diligências que resultaram na identificação dos autores.

Segundo ele, a motivação do crime está sendo esclarecida e, possivelmente, o homicídio teria acontecido em virtude de dinheiro, já que havia um seguro de vida, no valor de, aproximadamente, R$ 457 mil, pensão e imóveis.

Ainda conforme o Delegado, os depoimentos dos envolvidos foram contraditórios. O suspeito chegou a confessar o crime, sob alegação de legítima defesa. Em depoimento, ele, morador da cidade de Santos Dumont, disse que estaria em Juiz de Fora para comprar peças para o carro.

Vítima e autor, então, teriam se encontrado no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, após contato da mulher, oferecendo uma carona para que ele retornasse ao município de Santos Dumont com o marido dela.

No caminho, o autor alega que a vítima teria se exaltado, pois estaria desconfiada de um possível envolvimento do idoso com a ex-nora. Segundo o investigado, em seguida, a vítima teria retirado da cintura uma arma de fogo e, na tentativa de se desvencilhar da ação, o suspeito teria efetuado os disparos.

– O que vai de encontro ao laudo de necropsia que aponta crime de execução – contou a autoridade policial, complementando que o militar reformado não possuía arma de fogo. No entanto, a mulher, durante depoimento, teria falado que o marido havia saído para comprar medicamento e não teria retornado para casa. Além disso, ela informou que o marido não tinha ciúmes dela.

Ainda durante a coletiva, o Chefe de Departamento reforçou que a sociedade juiz-forana pode contar com o empenho da PCMG na apuração dos crimes.

– Nossa Polícia Judiciária está preparada para combater a criminalidade com investigações de ponta e de alto nível – concluiu.

Fonte: Guia Muriaé, com informações da PCMG


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