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Estudante que defendia movimento feminista é preso por estupro e divulgação de vídeos íntimos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nessa terça-feira (3), David Junio Narvaez Meireles, de 30 anos, investigado por estupro de vulnerável e também por divulgar, sem autorização, conteúdo íntimo de diversas mulheres com as quais se relacionou.

Durante a operação “Cassandra”, além do mandado de prisão temporária, a equipe apreendeu um aparelho celular, um notebook, dois HDs externos e diversas mídias, além de maconha e haxixe.

As apurações, realizadas pela Delegacia Especializada em Investigação aos Crimes Cibernéticos, começaram há cerca de um mês quando uma das vítimas procurou a Delegacia.




Conforme as investigações, o suspeito manteve relação sexual com pelo menos uma das vítimas em estado de inconsciência/vulnerabilidade, tendo filmado e divulgado na internet toda a ação. De acordo com a vítima, no dia do fato ela tinha ingerido muita bebida alcoólica e estava inconsciente, tomando conhecimento do vídeo, e de todo ato, somente na Delegacia.

Algumas vítimas deram o consentimento da filmagem, mas com a condição do material ser apagado logo em seguida. Porém, David fingia que apagava os vídeos e, posteriormente, postava todos os materiais e imagens. Além das publicações sem consentimento, o suspeito colocava os nomes, números de telefone e redes sociais das vítimas em sites pornográficos.

O Chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, delegado Guilherme Santos, explicou sobre os resultados. “Ao todo já foram identificadas quatro vítimas e todas se surpreenderam ao saber que suas imagens estavam sendo divulgadas em sites pornográficos. Tivemos muito êxito nas apurações e investigações deste caso”, destacou.




Ressalta-se que o suspeito mantinha um estilo de vida em defesa ao movimento feminista. Participava e dava apoio a diversos segmentos de minorias, porém suas ações se mostraram bastante contraditórias à ideologia que publicamente defendia.

O suspeito utilizava um perfil nas redes sociais denominado “@opassante”, inclusive tendo sido identificada pela PCMG dizeres em um banheiro feminino da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde David estudava, com a divulgação do perfil em questão e um alerta a todas as mulheres.




A titular da 1ª Delegacia Especializada de Investigação aos Crimes Cibernéticos, delegada Danielle Aguiar, ressaltou que o suspeito irá responder pelo crime de estupro de vulnerável (Art. 217-A parágrafo 1°) e pelo crime de divulgação de conteúdo íntimo sem o consentimento da vítima (Art. 218-C do Código Penal).

– A expectativa é de que outras vítimas possam ser identificadas com a continuação das investigações – concluiu a delegada.

Fonte: PCMG


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