Golpista que se passou por técnico do Grêmio usava moradores de Itaperuna como ‘laranjas’
Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra Lucas de Oliveira Eduardo, 29 anos, na manhã desta quarta-feira (2), em Itaperuna, acusado de aplicar golpes em jogadores profissionais.
Uma investigação batizada de Operação Falso 9 revelou que moradores de Itaperuna, no Norte Fluminense, estavam sendo utilizados como “laranjas” por uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros contra jogadores profissionais de futebol. O esquema, que tinha como alvo atletas do Rio Grande do Sul, resultou na prisão de Lucas de Oliveira Eduardo, de 29 anos, na manhã desta quarta-feira (2), suspeito dos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e uso de identidade falsa.
As apurações policiais apontaram que o grupo criava perfis falsos no aplicativo WhatsApp para se passar pelo técnico do Grêmio, Luís Castro, com o objetivo de ganhar a confiança de jogadores profissionais e induzi-los a realizar transferências financeiras. Conforme informou a corporação, os moradores da região que disponibilizaram suas contas bancárias para movimentar os valores obtidos ilicitamente já foram identificados e responderão pela participação no esquema.
Como funcionava o golpe
Segundo apurou a Polícia Civil, o suspeito solicitava aos atletas contribuições financeiras sob a justificativa de doação para um projeto social ligado à distribuição de cestas básicas no Rio de Janeiro. Em um dos casos identificados, uma vítima chegou a transferir a quantia de R$ 22,5 mil.
A partir do avanço das investigações, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e telefônico dos suspeitos envolvidos, medida que permitiu à equipe policial mapear a movimentação financeira e reconstituir a rede de contatos utilizada na aplicação dos golpes.
De acordo com o delegado Gabriel Lourenço, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, os valores obtidos fraudulentamente eram inicialmente depositados em contas de moradores de Itaperuna, para posteriormente serem repassados a Lucas de Oliveira. “Todos eles foram identificados e serão responsabilizados”, declarou o delegado.
Reincidência em esquema semelhante
O delegado Eduardo Cruz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, revelou que a organização criminosa já havia sido responsável por um golpe de características parecidas em 2024, ocasião em que os criminosos solicitavam doações em dinheiro sob o pretexto de auxiliar vítimas das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
“Constatamos a existência de um grupo criminoso que fingia ser o técnico da seleção brasileira para dar golpes em jogadores de futebol, tirando vantagem econômica. Desta vez, a polícia do Rio Grande do Sul identificou que eles estavam agindo de forma semelhante”, afirmou o delegado.
Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito preso mantinha atuação em categorias de base do futebol, característica que teria facilitado a aproximação com os jogadores e a aplicação dos golpes.
Fonte: Guia Muriaé











