Governo de Minas afirma que pico coronavírus vai acontecer no final de maio

As medidas de distanciamento social aplicadas em Minas Gerais têm conseguido atrasar a propagação do novo coronavírus e evitar a sobrecarga da rede de saúde no Estado, conforme é possível inferir da nova projeção para a curva epidemiológica de casos da Covid-19, divulgada nesta quinta-feira (16), em entrevista coletiva virtual concedida na Cidade Administrativa pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral e pelo secretário adjunto de Estado de Saúde, Marcelo Cabral.

Na ocasião, o gestor da Saúde Estadual também anunciou a inclusão do laboratório do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da UFMG, à Rede de Laboratórios Públicos que farão testes para detectar a doença. Ainda participaram, em pronunciamento, os secretários Gustavo Barbosa (Fazenda), Otto Levy (Planejamento e Gestão), Mateus Simões (Secretaria Geral) e Igor Eto (Governo), indicando panoramas conforme suas respectivas pastas.

Em relação à nova projeção, o secretário Carlos Eduardo Amaral explicou que as estimativas da semana passada apontavam uma demanda de cerca de 5.500 pessoas acometidas durante o pico da epidemia, o que foi reduzido para cerca de 4.200, segundo o estudo atual. “Já distanciamos o pico para dia 27 de maio. O cidadão tem respeitado o distanciamento e se isolado. Isso trará benefício para toda sociedade”. A ocupação de leitos, em geral, por pacientes suspeitos para Covid-19 está em torno de 4%, no momento.

Amaral ainda apontou que, neste momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está finalizando a elaboração dos Planos Macrorregionais de Contingência para a Covid-19. “Nesses planos teremos definidos quais hospitais vão atender apenas aos pacientes de Covid-19, quais serão aqueles que vão atender as outras necessidades de saúde. Isso é importante, por exemplo, pois se a pessoa precisou ir ao hospital por outro motivo, ela não estará submetida a risco adicional para contrair a doença. Além disso, teremos protocolos sobre coleta de exames e outras especificidades no manejo clínico”, esclareceu.

Além disso, também foram abordadas outras ações do Estado no sentido de articulação e organização de esforços para enfrentamento da epidemia. “Criamos os comitês de crise, que são integrados pelas Secretarias Municipais de Saúde, e o Comitê Estadual da Covid-19, que reúne os secretários de Estado, para que tenhamos convergência institucional para essa situação de emergência”. Carlos Eduardo Amaral ainda adicionou que a SES-MG, desde janeiro, tem mapeado os leitos existentes na rede estadual, e que o Plano Estadual de Contingência já se encontra na segunda atualização.

Outro esforço lembrado pelo secretário é no sentido de ampliar a oferta de ventiladores pulmonares e equipamentos de proteção individual, contando com o apoio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), além do recrutamento de recursos humanos para fortalecer a equipe de profissionais de saúde da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). “Em relação aos leitos, nós temos o entendimento de que, neste momento, devemos fortalecer as estruturas já existentes, tanto nos chamados leitos clínicos, que recebem pacientes que precisaram procurar por serviço hospitalar, mas que não está tão grave, bem como a terapia intensiva, para os pacientes com as condições de maior risco. Isso não afasta a possibilidade do município tomar suas medidas, ou fazer hospitais de campanha, por exemplo, dentro da autonomia que eles possuem”.

Cautela

Em relação às possibilidades de retorno de atividades não essenciais, o secretário adjunto de Estado de Saúde, Marcelo Cabral, apontou que ainda não são factíveis para o momento e que todas as medidas nessa direção serão embasadas por critérios técnicos e científicos. “Flexibilização ainda não é realidade. A solução incontroversa é o isolamento e distanciamento social. A epidemia nos impõe uma situação em que haverá distanciamento por algum tempo, ainda que com grau de menor intensidade. De todo modo, temos interlocução constante junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedese), para termos dados e, de forma segura, possamos indicar o que pode retornar ou não”.

O secretário adjunto também mencionou aqueles que compõem os grupos de risco em relação à Covid-19 terão atenção constante. “É uma tendência que exista esse distanciamento para proteger às pessoas dos grupos de risco, precisamos ter cuidado com essa parcela da população”. Cabral ressaltou que o Estado tem orientado suas ações por base em cooperação e que nos próximos dias, por exemplo, para os passageiros de transporte intermunicipal haverá medição de temperatura, como forma de monitoramento e controle da transmissão.

Fonte: SES-MG


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