Minas Gerais ultrapassa marca de 500 mortes por coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou, na manhã desta terça-feira (16), o boletim epidemiológico do novo coronavírus (Covid-19).

Até o momento foram 22.024 casos confirmados no Estado. Deste total, estão em acompanhamento 9.696 casos e já são 11.826 pacientes recuperados.

O número de mortes pela doença chegou a 502. 227 encontram-se em investigação e 981 foram descartados para Covid-19.

Isolamento social é a principal medida para diminuir a transmissão da covid-19 no estado

O Diálogo entre o Governo de Minas e os municípios do estado foi um dos temas abordados durante a entrevista coletiva virtual desta segunda-feira (15), concedida pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral e pelo secretário de Estado adjunto, Marcelo Cabral, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. “Há aproximadamente dez dias, estamos nos reunindo com as secretarias municipais de saúde e prefeitos de várias regiões do estado, alertando para alguns lugares em que houve aumento da taxa de transmissão e redução do isolamento. Após os contatos, já observamos uma melhora na taxa de transmissão, que ainda não está como gostaríamos, mas revela que começamos a ter um pouco mais de isolamento com melhora da taxa de transmissão”, explicou o secretário.

Carlos Eduardo manifestou, mais uma vez, a preocupação com a pandemia em Minas Gerais e frisou a importância do isolamento adequado. “Nós precisamos usar as máscaras, lavar mãos, tomar cuidado para não levar as mãos ao rosto, usar álcool em gel, ou seja, isso é que vai trazer, efetivamente, um controle da nossa epidemia e que vai preservar vidas no estado de Minas Gerais. ”

Na ocasião, o secretário também atualizou o boletim epidemiológico diário, com dados da covid-19 em Minas Gerais. Até o momento, são 21.728 casos confirmados, desse total, 9.694 estão em acompanhamento, 11.553 se recuperaram e 481 óbitos.

Em relação à capital do estado, Amaral esclareceu que as avaliações feitas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) quanto ao contexto da pandemia é que, de forma geral, há capacidade de ampliação de leitos, tanto no estado, quanto em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH). De acordo com ele, provavelmente, nesta semana, haverá uma reunião entre as equipes técnicas da SES-MG e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte para alinhar as informações e entender melhor os dados. “É muito importante ter ideia de qual será a demanda de leitos na RMBH e da ampliação de leitos que se fará necessário. Precisamos saber, também, sobre a programação do isolamento, porque a única forma de evitarmos o aumento dos casos e a sobrecarga na demanda assistencial é o isolamento adequado, em todo o estado de Minas Gerais”, frisou o secretário.

Leitos

De acordo com o planejamento da SES, a prioridade será a abertura dos leitos que são mais fáceis de serem abertos, como, por exemplo, na rede Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), que já dispõe de estrutura prévia. Em outro momento serão abertos os leitos dos hospitais de campanha, que são dois em preparo, um em Betim e um em Belo Horizonte, no Expominas. Um será voltado mais para UTI e o outro para casos clínicos. Em princípio, a gestão dos hospitais será feita por meio de uma organização social, que fará a contratação de todos os recursos humanos.

Quanto à divergência nos números de ocupação de leitos, o secretário adjunto, Marcelo Cabral, explicou que os índices de ocupação de leitos para a consolidação dos dados, são fechados no dia anterior à divulgação, às 23h59. Portanto, os números nem sempre retratam a realidade do dia em que são divulgados.

O secretário adjunto, Marcelo Cabral, explicou que esforços são feitos, a partir de conversas da SES com prefeitos, no sentido de identificar, cadastrar e habilitar leitos para o enfrentamento da pandemia. “Após os contatos, nós já vimos alguns índices que se mantinham em números um pouco mais altos e que recuaram em função dessas conversas, inclusive no Vale do Aço. ” Para Cabral, é fato que se não houver esforços coletivos para manter os cuidados de isolamento e distanciamento social, junto às medidas de higiene, os esforços para a estruturação da rede de saúde, acabarão por não serem capazes de coincidir com o que é entendido como ideal no enfrentamento da pandemia. “É importante também destacar a necessidade de observância do programa Minas Consciente. A retomada das atividades tem que ser gradual e responsável, caso contrário, esses objetivos acabam se frustrando. Essas são as medidas que temos nos esforçado e acreditamos que são efetivas para a contenção da dispersão do vírus, dos casos de infecção e infelizmente, dos óbitos que venham a se confirmar”.

Ao fim da coletiva, o secretário Carlos Eduardo enfatizou que medidas como distanciamento social é dever de todos os cidadãos e não somente dos gestores. “As medidas adequadas trazem a redução da transmissão do coronavírus e, com isso, poderemos ter um caminhar um pouco mais suave dentro dessa pandemia. Estamos recebendo respiradores e poderemos ampliar leitos, mas é fundamental que a sociedade entenda: a ampliação de leito é uma melhora na assistência, mas se não houver um isolamento adequado, não há assistência que aguente”, finalizou.

Fonte: SES-MG


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