Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe do boleto falso de planos de saúde
Ação coordenada pela Delegacia de Carangola cumpriu mandados em São Paulo e investiga crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Placebo Financeiro, uma ação interestadual destinada a desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar estelionato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens por meio da emissão de boletos falsos de planos de saúde.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Carangola e apontaram que o grupo simulava canais oficiais de atendimento da operadora Unimed para enviar boletos bancários fraudulentos às vítimas. Acreditando estar quitando mensalidades do plano de saúde, os clientes efetuavam os pagamentos, mas os valores eram direcionados para contas controladas pelos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao termo “placebo”, utilizado para simbolizar a falsa sensação de segurança proporcionada pelos boletos. Embora aparentassem ser autênticos, os documentos não geravam qualquer quitação das mensalidades nem garantiam a manutenção da cobertura dos serviços de saúde.
Mandados cumpridos em São Paulo
A operação foi realizada com base em mandados judiciais expedidos pelo Juiz de Garantias da comarca de Manhumirim. As ordens foram cumpridas em endereços localizados nas zonas Sul e Leste da capital paulista.
A ação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), de Brasília, e da 35ª Delegacia de Polícia Civil de São Paulo, responsáveis por auxiliar no rastreamento financeiro e no cumprimento das diligências.
Investigação identificou esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com a Polícia Civil, o suporte tecnológico do Ciberlab permitiu identificar a movimentação dos recursos obtidos com os golpes e a estratégia de engenharia social utilizada para convencer as vítimas a efetuarem os pagamentos.
As investigações também revelaram que o dinheiro era submetido a um complexo esquema de lavagem e ocultação de bens, concentrado principalmente nas zonas Sul e Leste da cidade de São Paulo, onde foram localizados os principais investigados e operadores financeiros da organização criminosa.
Equipe responsável
A coordenação da operação em São Paulo foi realizada por policiais civis de Minas Gerais, das delegacias de Carangola e Divino, sob comando do delegado Thales Borges, com atuação dos investigadores Rodrigo, Deyvid e Diego.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a extensão dos prejuízos causados pelo esquema criminoso.
Fonte: Guia Muriaé











