Polícia Civil prende homem acusado de manter esposa em cárcere privado em JF

Na quarta-feira (29), a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante, no Bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora, um homem de 32 anos, suspeito de manter a companheira dele, de 34 anos, em cárcere privado. Além disso, ele também foi preso por ameaça, dano e maus-tratos.

Durante coletiva de imprensa, a Titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Delegada Ângela Fellet, divulgou detalhes sobre as diligências, acompanhada do Chefe do 4º Departamento, Delegado-Geral Gustavo Adélio Lara Ferreira, e do Delegado Sergio Luis Lamas Moreira, representando o Delegado Regional de Juiz de Fora, Armando Avólio Neto.

De acordo com a Delegada, a ação foi possível, após a vítima ter buscado ajuda por meio do preenchimento de pergunta na página do Google. Assim que a PCMG tomou conhecimento, foi até o local e prendeu em flagrante o investigado. Segundo a autoridade policial, na madrugada, ela teria sido obrigada a passar a noite em um banquinho, enquanto o suspeito estaria vigiando para verificar se ela iria sair da residência. Apurações também indicam que o investigado permitia que a mulher saísse de casa somente para trabalhar, realizando faxinas de 15 em 15 dias, com monitoramento e hora para retornar. Além disso, ela já teria sido ameaçada e agredida.

Durante os dois anos de relacionamento, ela chegou a tentar registrar o boletim de ocorrência em uma ocasião, mas não teria conseguido. Ainda conforme a Delegada, o homem também foi preso por ameaça – uma vez que, na madrugada, investigações apontam que ele teria ameaçado a vítima-, mas também por dano, pois ele teria jogado água e quebrado o celular da companheira. “Por cárcere privado qualificado e por maus-tratos, já que é suspeito de ter feito a mulher passar a noite em um banco”.

O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e se encontra à disposição da Justiça.

Denúncias

Durante a coletiva, a Delegada Ângela Fellet destacou que mulheres em situação de cárcere privado têm dificuldade de denunciar, logo, é preciso que familiares ou mesmo vizinhos estejam atentos para que possam ajudar a vítima. Segundo ela, as denúncias podem ser feitas na própria Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que fica na Rua Uruguaiana, 94, no Bairro Jardim Glória, unidade situada na Casa da Mulher, ou mesmo por meio do telefone 180, uma central de atendimento à mulher, que também preserva o anonimato.

Fonte: PCMG


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