Zema veta PL do reajuste do piso do magistério de 2022 e professores de MG protestam

Os professoras e as professores de Minas Gerais realizam um protesto, nesta terça-feira (5), às 14h, em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contra vetos do governador Romeu Zema (Novo) ao reajuste dos servidores.

A categoria reivindica que os deputados derrubem os vetos de Zema a emendas do Projeto de Lei (PL) nº 3568/2022, que garantiam o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional da Educação referente ao ano de 2022, de 33,24%, além de outros pontos como a anistia da greve.

A direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), reforçou as mobilizações que tiveram início no dia 9 de março, quando a categoria parou por tempo indeterminado para cobrar o pagamento do piso.

“A nossa resposta ao governador é intensificar a luta para conquistar a derrubada dos vetos no plenário da Assembleia Legislativa”, disse a presidente do sindicato, Denise Romano.

“Vamos também trabalhar em todas as regiões do estado com toda a categoria fazendo a pressão necessária para os vetos sejam derrubados”, acrescentou a presidente do SindUTE-MG.

Segundo ela, a votação para aprovação do projeto teve placar significativo, de 50 votos a zero, a favor dos trabalhadores e trabalhadoras, o que reforça a luta pela derrubada dos vetos.

A mobilização desta terça-feira na ALMG será feita no mesmo horário em que está prevista uma reunião ordinária no Plenário da Assembleia Legislativa, que poderá votar pela derrubada dos vetos do governador.

A deputada estadual pelo PT de Minas Gerais e ex-presidenta da CUT Minas, Beatriz Cerqueira, já se manifestou se posicionou contra os vetos. “Governador Zema vetou o reajuste de 33,24% do piso salarial da educação. Também vetou o auxílio para a segurança pública, 14% para a segurança pública e saúde e 33,24% para as carreiras da UEMG e Unimontes. Todas as categorias têm o meu compromisso de votar pela derrubada dos vetos”, disse a parlamentar.

Greve

Desde o último dia 9 de março, educadoras e educadores da Rede Estadual de Educação deflagraram uma greve e cobram do governo a aplicação dos reajustes do Piso Salarial. As/os Auxiliares de Serviços da Educação Básica (ASB’s), por exemplo, recebem menos de um salário mínimo nacional, hoje de R$ 1.212.

De acordo com a direção do SindUTE-MG, já foram realizadas 20 reuniões de negociação com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) em mais de três anos de mandato, mas o governo Zema nunca apresentou uma proposta de cumprimento do Piso Salarial.

Nesta quarta-feira (6), às 14h, também em frente à ALMG, será realizada uma nova assembleia da categoria para definir os rumos do movimento.

Redes

O SindUTE/MG tem organizado tuitaços e mobilizações também pelas redes sociais usando as hashtags #DerrubaosVetosALMG e #SancionaTudoZema, com a mensagem principal de que o Piso Salarial é lei e a categoria não abrirá mão do reajuste.

Fonte: CUT, com informações do SindUTE-MG

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