Moradora de Visconde do Rio Branco venceu o câncer por duas vezes

Continuando a série sobre o Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado no dia 8 de abril, conheça a história de Maria Angélica Mendonça, nossa paciente de Visconde do Rio Branco que foi uma lição de vida e superação.

Maria Angélica, como milhares de outras mães divorciadas espalhadas por todo o Brasil, se preocupou mais com a criação de seus quatro filhos do que em economizar para uma velhice tranquila. O que a moradora de Visconde do Rio Branco, interior de Minas Gerais, não esperava é que em 2007, aos 49 anos, seria diagnosticada com um tumor no estômago.

Passado o choque inicial, Maria Angélica decidiu se tratar em Belo Horizonte com a ajuda de seus filhos e de suas poucas economias. Porém, após poucos meses na capital, preferiu ficar mais perto de casa e pediu ao seu médico para ser encaminhada para o Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella.

O tratamento contra o câncer ainda é muito caro, infelizmente. E ao ver seus filhos tendo dificuldades em ajudá-la e suas economias se esgotando rapidamente, Maria Angélica pensou em desistir do tratamento e começou a faltar às consultas.

Ao notar o que estava acontecendo, a médica hematologista do Hospital do Câncer de Muriaé, Dra. Alcione Giraldo Alvarez Gonzalez entrou em contato e pediu uma reunião com a paciente e seus filhos. Foi então que Maria Angélica contou que o dinheiro para o tratamento havia acabado.

Dra. Alcione deu a solução que ajudou a salvar a vida de Maria Angélica: encaminhou-a ao Serviço Social da instituição para que avaliassem se ela se enquadrava nas exigências para receber os benefícios oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Fundação Cristiano Varella. Maria Angélica começou a receber as gratuidades oferecidas pelo SUS e pelas milhares de pessoas que doam à Fundação.

Graças a essas pessoas, Maria Angélica não teve que pagar nenhuma etapa de seu tratamento realizado no Hospital do Câncer de Muriaé – nem mesmo aquelas não cobertas pelo SUS. Depois disso ela se sensibilizou e se tornou doadora do Telemarketing do Hospital.

Mas, Maria Angélica fez mais! Ao descobrir que as pessoas em tratamento de câncer possuíam direitos muitas vezes desconhecidos, ela percebeu que essas informações precisavam chegar ao maior número possível de pessoas que se encontram na mesma situação pela qual ela passou. Assim, em 2011, fundou a Associação de Apoio ao Paciente Oncológico (AAPO).

A AAPO busca, como o próprio nome diz, orientar o paciente na busca pelos seus direitos. Maria Angélica acredita que o trabalho realizado pela Fundação Cristiano Varella é fundamental para salvar a vida e manter a dignidade de milhares de pessoas que se tratam aqui anualmente.

Quando estava prestes a terminar o tratamento do tumor no estômago e pensava estar curada, outra má notícia chegou até ela: os médicos descobriram que ela estava com câncer de mama. Mesmo com mais esse obstáculo ela não se deixou abalar: continua sorrindo e lutando contra a doença sem parar seu trabalho social na AAPO.

Para Maria Angélica, ajudar ao próximo sempre foi um dever que ela cumpria com prazer, mesmo nas dificuldades E ela jamais permitiu que a doença mudasse isso. Hoje ela segue fazendo suas sessões de radioterapia e, nas horas vagas, organiza palestras e uma série de eventos para incentivar a prevenção e o combate ao câncer.

Fonte: FCV


Um Comentário

  1. Merecedora desse destaque por sua luta a favor da vida e da AAPO. Mesmo distantes hoje, e uma mulher a quem tiro chapéu. Parabéns Angelica. Que Deus continue a abençoando.Saudade.

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