O que pode causar a perda de olfato e quando se preocupar

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Perda de olfato é a redução ou a ausência da capacidade de sentir cheiros, quadro que a medicina chama de hiposmia ou anosmia.

O sintoma costuma acompanhar um resfriado e passar sozinho em poucos dias, mas quando a alteração se estende por semanas ela muda a rotina da cozinha, atrapalha a percepção de perigo dentro de casa e pede uma consulta com o otorrinolaringologista, o médico que cuida do nariz, do ouvido e da garganta.

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O que é a perda de olfato e como ela aparece? 

É a queda parcial ou total da percepção de cheiros, causada por bloqueio no nariz ou por lesão nas vias do olfato.

O cheiro chega ao cérebro quando partículas do ar alcançam uma região no alto da cavidade nasal, e qualquer obstáculo nesse caminho reduz o sinal, seja o inchaço da mucosa nasal durante uma gripe, seja uma lesão do nervo olfatório depois de uma infecção respiratória.

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Perder por completo, sentir menos ou sentir cheiro distorcido 

O Manual MSD separa as alterações do olfato em tipos de perda do olfato que o leitor precisa conhecer antes de procurar ajuda.

Anosmia é a perda total, quando nenhum odor é percebido. Hiposmia é a redução, quando cheiros fortes ainda chegam e os sutis somem.

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Parosmia é a distorção, quando o café passa a ter cheiro de queimado ou de produto químico. Fantosmia é a percepção de um cheiro que não existe no ambiente.

A diferença importa porque cada quadro sugere uma origem distinta. Bloqueios físicos tendem a produzir hiposmia que varia com a congestão do dia.

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Lesões do epitélio olfatório, comuns depois de infecções virais, costumam aparecer como anosmia seguida de parosmia na fase de recuperação.

Tipo de alteração O que a pessoa percebe Situação em que costuma surgir
Anosmia Nenhum cheiro, nem os mais intensos Após infecção respiratória ou traumatismo craniano
Hiposmia Cheiros fracos somem, os fortes permanecem Rinite, sinusite e envelhecimento
Parosmia Odor conhecido vira desagradável ou químico Fase de regeneração do nervo olfatório
Fantosmia Cheiro percebido sem fonte no ambiente Quadros neurológicos e crises de enxaqueca

 

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Sinais de que o olfato mudou sem a pessoa perceber 

A perda de olfato raramente chega com aviso, e muita gente descobre por um comentário de casa.

Quem convive com o morador costuma notar antes: o tempero pesado demais na panela, o perfume aplicado em excesso, a comida vencida que ficou na geladeira sem ninguém reclamar.

Outro sinal frequente é a perda de prazer à mesa. Como o sabor depende bastante do olfato, a refeição passa a parecer sem graça mesmo quando o prato está bem temperado.

Vale prestar atenção também em produtos de limpeza e no gás de cozinha, porque o cheiro de alerta deles é justamente o primeiro a desaparecer.

Registrar quando a mudança começou ajuda na consulta, já que o tempo de evolução orienta a investigação médica.

Por que o paladar parece sumir junto 

A língua reconhece o doce, o salgado, o azedo, o amargo e o umami, e todo o resto do sabor vem do olfato.

Quando o ar da mastigação sobe pela parte de trás da garganta até a região olfatória, o cérebro monta aquilo que chamamos de sabor. Esse caminho recebe o nome de olfato retronasal.

Com a via bloqueada, o morango e a maçã ficam apenas doces e ácidos, sem identidade própria.

Por isso a queixa de quem chega ao consultório quase sempre é dupla, com perda de olfato e sensação de comida sem gosto.

O Manual MSD registra que a maioria das pessoas com anosmia ainda distingue os sabores básicos, mas não reconhece qual alimento está na boca.

O que pode causar a perda de olfato? 

As causas se dividem em três grupos: obstrução do nariz, lesão do nervo olfatório e doenças do cérebro.

A maior parte dos casos que chega ao consultório vem de quadros inflamatórios ou infecciosos das vias respiratórias, mas traumatismo craniano, uso de certos medicamentos, exposição a substâncias irritantes e o envelhecimento aparecem com frequência suficiente para entrar em toda investigação bem conduzida.

Infecções respiratórias e inflamação da mucosa nasal 

Resfriados, gripes e outras infecções virais são a causa mais comum da queixa.

O vírus provoca inchaço da mucosa nasal, a camada úmida que reveste o interior do nariz, e o ar deixa de alcançar a região responsável pelo olfato.

Nesse cenário, o cheiro volta junto com a melhora do quadro.

Existe uma segunda situação, mais demorada. Alguns vírus atingem o epitélio olfatório e a recuperação depende da regeneração das células, processo que se estende por meses.

A covid-19 tornou esse padrão conhecido do grande público, e o Ministério da Saúde orienta procurar atendimento quando a alteração do olfato persiste depois da fase aguda, conforme as diretrizes de tratamento e acompanhamento de condições pós-covid.

Quem convive com a perda desde uma infecção antiga deve levar essa informação à consulta.

Obstruções nasais como rinite, sinusite e desvio de septo 

Nem toda causa é infecciosa, e boa parte delas é mecânica.

A rinite alérgica mantém a mucosa inflamada por longos períodos, e a sinusite acrescenta secreção espessa que fecha a passagem do ar. Os pólipos nasais, crescimentos benignos dentro da cavidade, funcionam como uma rolha.

O desvio de septo, quando a parede que separa as narinas fica torta, reduz o fluxo de um lado e costuma se somar aos demais fatores.

O detalhe útil aqui é o comportamento do sintoma: nas obstruções, o olfato oscila conforme o nariz desentope, e melhora em ambiente arejado ou depois do banho quente.

Essa variação ao longo do dia é uma pista que o médico valoriza.

Traumatismo craniano e causas neurológicas 

Uma pancada na cabeça pode romper as fibras nervosas que atravessam a base do crânio.

Nesses casos a perda costuma ser imediata e completa, e a recuperação depende de quanto tecido foi preservado. Quedas e acidentes de trânsito respondem pela maioria dos episódios.

Há ainda o grupo das doenças neurodegenerativas.

Parkinson e Alzheimer podem cursar com redução do olfato muito antes dos sinais mais conhecidos, o que faz do sintoma um dado relevante na avaliação clínica.

Isso não significa que quem perdeu o cheiro tem uma dessas condições, e a leitura do quadro pertence ao médico.

Tumores da base do crânio e crises de enxaqueca completam a lista das origens neurológicas.

Envelhecimento, medicamentos e exposição a substâncias irritantes 

O olfato perde acuidade com a idade, de forma lenta e silenciosa.

O Manual MSD descreve que a redução costuma ser notada a partir da sexta década de vida e se torna acentuada na década seguinte, resultado da diminuição natural das células receptoras.

Alguns medicamentos alteram a percepção de cheiros e sabores, entre eles certos antibióticos, anti-hipertensivos e quimioterápicos, sempre sob orientação de quem prescreveu.

A exposição repetida a solventes, poeira industrial e fumaça de cigarro danifica o epitélio olfatório de maneira progressiva.

Em cidades com atividade industrial e agrícola, como acontece na Zona da Mata mineira, o uso de proteção respiratória no trabalho tem efeito direto na preservação do olfato.

Quando a perda de olfato vira sinal de alerta? 

Vira alerta quando dura mais que o resfriado que a originou, quando surge do nada ou quando vem acompanhada de sintomas neurológicos.

A regra prática que serve ao leitor é simples: alteração que acompanha um quadro respiratório e melhora junto com ele costuma ser passageira, enquanto perda súbita sem explicação, perda de um lado só ou perda associada a dor de cabeça persistente merece consulta sem espera.

Situações que pedem consulta com um otorrinolaringologista 

Alguns cenários dispensam a espera pela melhora espontânea.

Perda súbita e total, sem resfriado ou alergia por perto, entra nessa lista. Perda depois de pancada na cabeça também, mesmo quando o restante do exame parece normal.

Sangramento nasal repetido, obstrução de apenas uma narina, dor de cabeça persistente, alteração da visão, formigamento no rosto e confusão mental compõem o grupo de sinais que pedem atendimento rápido.

O Ministério da Saúde orienta procurar uma Unidade Básica de Saúde diante de alteração persistente do olfato ou do paladar, ponto de entrada do Sistema Único de Saúde que encaminha para a especialidade quando necessário.

Moradores de Muriaé, em Minas Gerais, contam com essa mesma porta de entrada na rede municipal.

Quando a alteração dura mais do que o esperado 

Duração é o critério mais fácil de acompanhar em casa.

O olfato ligado a um resfriado comum tende a voltar em poucos dias, acompanhando o desentupimento do nariz. Quando passa de duas a quatro semanas sem melhora, a explicação já não cabe no quadro respiratório simples.

Perdas que se arrastam por meses entram no território das lesões do epitélio olfatório e das causas neurológicas, cenário em que a investigação precisa ser conduzida por especialista.

Anotar a data de início, o padrão de melhora e piora e os episódios de cheiro distorcido dá ao médico um retrato muito mais útil do que a memória aproximada da consulta.

Que riscos a falta de olfato traz no dia a dia? 

O maior risco é não perceber sinais de perigo, como vazamento de gás, fumaça de incêndio e alimento estragado.

O olfato funciona como um detector doméstico que ninguém precisa ligar na tomada, e quem convive com a perda de olfato fica sem esse aviso prévio; a literatura reunida no PubMed Central associa a disfunção olfativa a acidentes domésticos, a mudanças no apetite e a sintomas depressivos com frequência maior que na população em geral.

Não perceber vazamento de gás, fumaça e alimento estragado 

A ausência do olfato transforma situações banais em riscos silenciosos.

O gás de cozinha recebe uma substância odorante justamente para ser percebido antes de atingir concentração perigosa, e quem não sente esse cheiro perde o único alerta disponível.

O mesmo vale para o começo de um incêndio, que costuma anunciar-se pela fumaça bem antes das chamas, e para o alimento deteriorado, que muda de cheiro antes de mudar de aparência.

Algumas medidas reduzem o problema:

  • Instalar detectores de fumaça e de vazamento de gás nos cômodos de risco.
  • Conferir a data de validade em vez de confiar no cheiro dos alimentos.
  • Manter revisão periódica de mangueiras e registros do fogão.
  • Pedir a alguém da casa que confirme sobras guardadas na geladeira.
  • Preferir fogões e aquecedores com dispositivo de corte automático de gás.

Em caso de suspeita de vazamento, o Corpo de Bombeiros orienta fechar o registro, abrir portas e janelas e evitar qualquer faísca.

Queda de apetite e mudança no peso 

Comer deixa de ser prazer quando o sabor desaparece.

A pessoa reduz porções, perde interesse por refeições variadas e passa a escolher alimentos pela textura ou pela temperatura, o que empobrece o cardápio ao longo das semanas.

O caminho oposto também acontece, com aumento de sal, açúcar e gordura na tentativa de recuperar alguma sensação, hábito que traz seus próprios problemas para quem convive com pressão alta ou diabetes.

Idosos formam o grupo mais frágil nesse ponto, porque somam a redução natural do olfato a outros fatores que já diminuem o apetite.

Acompanhamento nutricional ajuda a manter a variedade do prato mesmo sem o estímulo do cheiro.

Efeito no humor e na convivência 

O impacto emocional costuma ser subestimado por quem está de fora.

Cheiro tem ligação direta com memória e afeto, e perder o aroma do café da manhã, do perfume de alguém querido ou da chuva na terra tem peso real na rotina.

Revisões reunidas no PubMed Central registram proporção elevada de sintomas depressivos entre pessoas com disfunção olfativa, dado que sustenta a recomendação de tratar a queixa como algo além de um detalhe:

  • Entre 25% e 33% das pessoas com disfunção olfativa relatam sintomas depressivos em estudos reunidos por revisões da área.
  • A redução da percepção de odores aparece por volta dos 60 anos e se acentua após os 70 anos, segundo o Manual MSD.

Quem sente tristeza persistente por causa da alteração pode procurar apoio na própria rede pública, sem esperar que o olfato volte primeiro.

Como o médico investiga quem perdeu o olfato? 

A investigação começa pela história do sintoma, segue para o exame do nariz e pode incluir testes de identificação de odores.

Nenhum exame isolado responde tudo, e o roteiro varia conforme a suspeita: obstrução pede visualização direta da cavidade nasal, enquanto perda após trauma ou sinal neurológico costuma exigir imagem do crânio para que o especialista entenda o que aconteceu com as vias do olfato.

A consulta e o exame do nariz 

A conversa inicial pesa mais do que muita gente imagina.

O médico pergunta quando começou, se foi súbita ou gradual, se houve infecção, pancada ou cirurgia recente, quais medicamentos estão em uso e se existe alergia conhecida.

Depois vem a inspeção da cavidade nasal, feita com um aparelho de fibra óptica fino que permite enxergar mucosa, secreção, pólipos e o formato do septo.

O exame é rápido, realizado no consultório e com anestésico local em spray, e costuma esclarecer de imediato os casos de origem obstrutiva.

Quando a mucosa aparece normal e não há bloqueio visível, a suspeita se desloca para o epitélio olfatório e para as vias nervosas.

Testes de identificação de odores 

Existem testes padronizados que medem o olfato de forma objetiva.

O modelo mais difundido apresenta uma sequência de odores conhecidos, geralmente em cartelas ou canetas, e pede que a pessoa aponte a alternativa correta entre opções escritas.

O resultado indica se a perda é total, parcial ou se há distorção, e serve de linha de base para comparar a evolução meses depois.

Alguns serviços aplicam ainda testes de limiar, que identificam a menor concentração perceptível de uma substância.

Esses instrumentos ajudam também a separar a perda real da queixa que decorre apenas de entupimento momentâneo do nariz.

Quando exames de imagem entram na investigação 

A imagem não é rotina, e sim resposta a uma suspeita específica.

A tomografia dos seios da face mostra sinusites crônicas, pólipos e alterações ósseas que escapam ao exame direto, e costuma ser pedida quando a origem parece obstrutiva mas o quadro não melhora.

A ressonância magnética do crânio entra quando há trauma, sinal neurológico associado ou perda súbita sem explicação, porque permite estudar o bulbo olfatório e a base do crânio.

Exames de sangue podem ser solicitados para investigar deficiências nutricionais e alterações hormonais que interferem no olfato.

A escolha pertence ao especialista, e nenhum desses exames substitui a consulta.

Como funciona a recuperação do olfato? 

Depende da causa: obstruções melhoram com o tratamento do nariz, e lesões do epitélio olfatório dependem da regeneração das células.

O treino olfativo é a estratégia com melhor sustentação na literatura para perdas ligadas a infecção viral, e a revisão sistemática sobre treino olfativo reunida no PubMed Central mostra ganho de percepção em parte dos participantes que mantiveram o exercício por meses seguidos, sempre associado ao tratamento da causa de base.

O que é treino olfativo e como fazer em casa 

Treino olfativo é a exposição repetida e consciente a aromas conhecidos, feita todos os dias.

A proposta é simples: cheirar de forma atenta um conjunto pequeno de odores, sempre os mesmos, em sessões curtas, estimulando as vias que precisam se reorganizar.

O protocolo mais estudado segue um roteiro fácil de reproduzir em casa:

  • Selecionar quatro aromas de famílias diferentes, como rosa, limão, cravo e eucalipto.
  • Cheirar cada frasco por cerca de 20 segundos, com atenção concentrada no aroma.
  • Repetir a sequência duas vezes por dia, de manhã e à noite.
  • Manter o exercício por 3 a 6 meses antes de esperar resultado.
  • Trocar o conjunto de aromas depois de alguns meses, mantendo a rotina.

Vale lembrar que o treino não substitui a consulta, e a orientação profissional continua necessária.

Quanto tempo o processo costuma levar 

Não existe prazo único, e a honestidade aqui evita frustração.

Perdas ligadas a resfriado comum se resolvem em dias. Alterações por sinusite melhoram conforme o tratamento avança.

Quadros que decorrem de lesão do epitélio olfatório seguem o ritmo da regeneração celular, que se conta em meses e às vezes ultrapassa o primeiro ano.

Perdas por traumatismo craniano têm prognóstico mais reservado, e parte dos casos não recupera a percepção anterior.

A parosmia, com cheiros distorcidos, costuma ser fase intermediária e desagradável do processo, o que confunde quem esperava melhora linear.

Voltar a sentir fragrâncias no dia a dia 

Reencontrar aromas conhecidos é uma das partes mais animadoras da recuperação de uma perda de olfato.

Quem está reeducando o olfato costuma perceber primeiro os cheiros intensos e simples, e só depois as composições mais complexas, com várias notas sobrepostas.

Por isso muita gente prefere testar aromas em quantidade pequena antes de assumir um frasco inteiro, seja com amostras, seja com miniaturas, comparando percepções ao longo das semanas.

Nessa etapa, as listas de melhores perfumes femininos ajudam porque descrevem as notas de cada composição e permitem escolher com critério enquanto a percepção ainda oscila.

Anotar o que foi sentido em cada tentativa transforma a experiência em registro útil para a próxima consulta.

O que não ajuda na tentativa de recuperar o olfato? 

Não ajudam receitas caseiras sem respaldo, uso prolongado de descongestionante por conta própria e remédio indicado por terceiros.

A tentação de resolver sozinho é grande quando a perda de olfato se arrasta por semanas, e é justamente aí que aparecem os maiores prejuízos, porque várias dessas práticas mantêm a mucosa nasal inflamada, adiam o diagnóstico que resolveria o problema de verdade e ainda consomem dinheiro do orçamento da casa.

Receitas caseiras sem respaldo científico 

Circulam soluções que prometem devolver o olfato em poucos dias.

Inalação de substâncias fortes, aplicação de produtos irritantes dentro do nariz e misturas caseiras aplicadas na mucosa aparecem com frequência em conversas e em vídeos na internet.

O problema não é apenas a falta de resultado. Substâncias agressivas machucam justamente o tecido responsável pela percepção dos cheiros, o que pode agravar o quadro.

Lavagem nasal com soro fisiológico, essa sim, é medida simples e reconhecida para higiene da cavidade nasal, e costuma ser orientada como cuidado de apoio.

Diante de qualquer proposta milagrosa, a pergunta útil é quem a sustenta e com base em quê.

Uso prolongado de descongestionante nasal por conta própria 

O descongestionante em spray alivia rápido e engana com facilidade.

O uso por muitos dias seguidos leva ao efeito rebote, quadro em que o nariz volta a entupir assim que o efeito passa, exigindo doses cada vez mais frequentes.

Essa dependência mantém a mucosa inflamada, piora a obstrução ao longo do tempo e atrapalha a percepção dos cheiros que se pretendia recuperar.

O uso desses produtos tem indicação e prazo, definidos por quem prescreve, e a automedicação prolongada é um dos motivos mais comuns de piora entre pacientes que chegam ao consultório.

Quem já está nesse ciclo deve relatar o hábito na consulta, sem constrangimento, porque a interrupção costuma exigir acompanhamento.

Perguntas frequentes sobre a perda de olfato 

Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns de quem convive com a alteração, com respostas curtas e baseadas em fontes reconhecidas.

As perguntas a seguir tratam das causas, da duração, dos exames e dos riscos domésticos ligados à perda de olfato, temas que aparecem com frequência nas consultas de otorrinolaringologia e também nas buscas de quem acabou de notar a mudança dentro de casa e quer saber como agir.

O que pode ser quando perdemos o olfato? 

Na maioria das vezes é consequência de infecção respiratória ou de obstrução nasal, como rinite e sinusite. Traumatismo craniano, medicamentos, exposição a irritantes e envelhecimento também explicam parte dos casos. Perda súbita sem causa aparente pede consulta com otorrinolaringologista.

Quais doenças afetam o olfato? 

Rinite alérgica, sinusite crônica, pólipos nasais e desvio de septo estão entre as causas mais frequentes. Doenças neurológicas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, podem reduzir o olfato precocemente. Tumores da base do crânio são causa rara, porém possível.

Quanto tempo dura a perda de olfato? 

Quando acompanha um resfriado, costuma durar poucos dias e melhorar com o desentupimento do nariz. Perdas por lesão do epitélio olfatório seguem o ritmo da regeneração celular e podem levar meses. Alterações que passam de quatro semanas merecem investigação médica.

Qual exame detecta perda do olfato? 

A investigação combina exame do nariz por fibra óptica com testes padronizados de identificação de odores. Exames de imagem, como tomografia dos seios da face e ressonância do crânio, entram quando há suspeita de obstrução persistente, trauma ou causa neurológica.

Perder o olfato pode ser perigoso em casa? 

Sim, porque a pessoa deixa de perceber vazamento de gás, fumaça e alimento estragado. Detectores de fumaça e de gás, conferência de validade e revisão periódica do fogão reduzem o risco. Avisar quem mora junto sobre a alteração também protege.

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