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Caminhoneiros prosseguem com paralisação nas BRs 116 e 356 em Muriaé

Mesmo após o governo ceder e anunciar novas medidas acertadas com os caminhoneiros e para pôr fim à paralisação da categoria, que entra nesta segunda-feira (28) no oitavo dia, caminhoneiros prosseguem com a paralisação nas BRs 116 e 356, em Muriaé. A situação é mesma em todo país.

Em Muriaé, dois atos estão previstos para hoje na Praça Coronel Pacheco de Medeiros. Manifestantes são à favor da paralisação dos caminhoneiros e contra o presidente Michel Temer. O primeiro ato acontece às 15h, com saída em destino a BR 116, no bairro Bela Vista. O segundo protesto está marcado para às 17h.




O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, demonstrou preocupação com a paralisação de caminhoneiros. “Com esse movimento a economia brasileira está sendo asfixiada. Todos estamos na iminência de um grave conflito social”, relatou em comunicado.

O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, as três medidas provisórias (MPs), anunciadas pelo presidente Michel Temer e negociadas com os caminhoneiros, paralisados desde o último dia 28. As medidas foram publicadas na noite de ontem (27) e reúnem as MPs 831, 832 e 833.

O ponto alto está na MP 832 que institui a chamada Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. É a medida que estabelece a tabela mínima para o frete. Não há valores nem percentuais, mas detalhes sobre como os números serão negociados.

Manifestantes falam sobre o protesto

Nesse domingo (27), o GUIA MURIAÉ registrou vídeos dos manifestantes que estão na BR 116. Eles falam sobre o protesto e sobre as reinvidicações.

O GUIA MURIAÉ ainda registrou o momento em que caminhões carregados com medicamentos seguiam viagem pela BR 116:

Veja o que foi negociado entre governo e caminhoneiros

– Redução do preço diesel em R$ 0,46 nas bombas pelo prazo de 60 dias. Depois desse período, o preço do diesel será ajustado mensalmente

– Preço do diesel será reduzido em 10% nas refinarias e ficará fixo por 30 dias. Nesse período, o valor referência será de R$ 2,10 nas refinarias. Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação à petrolífera. A cada 30 dias, o valor será reajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês.

– Isenção da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegarem com eixo suspenso. A medida vale para todas as rodovias (federais, estaduais e municipais)

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai contratar caminhoneiros autônomos para atender até 30% da demanda de frete. O governo editará uma medida provisória no prazo de 15 dias.

– Não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas

– Será estabelecido frete mínimo rodoviário. Tabela de frete será reeditada em 1º de junho e, a partir daí, ajustada a cada três meses pela ANTT

– Alíquota da Cide será zerada em 2018 sobre o diesel

– Isenção do pedágio para caminhões que circulam vazios (eixo suspenso)

– Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas

– Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da paralisação serão negociadas com órgãos de trânsito

– Entidades e governo terão reuniões periódicas a cada 15 dias

– Petrobras irá incentivar que empresas contratadas para transporte dêem oportunidade aos caminhoneiros autônomos, como terceirizados, nas operações de transporte de cargo

– Solicitar à Petrobras que seja observada resolução da ANTT 420, de 2004, sobre renovação da frota nas contratações de transporte rodoviário de carga

Fonte: Guia Muriaé, com informações da Agência Brasil

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