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Funcionários dos Correios em Muriaé aderem a greve nacional e entregas são afetadas

Foto: Guia Muriaé
Teve início na manhã desta quarta-feira (11) uma grave nacional dos trabalhadores dos Correios.

Em Muriaé, o movimento teve grande adesão e poucos funcionários estão trabalhando. Os serviços já foram suspensos no Centro de Distribuição Domiciliária (CDD), que fica no bairro Gávea.

Fontes ouvidas pelo GUIA MURIAÉ dão conta de que mais trabalhadores devem aderir ao movimento na cidade.




A paralisação também teve adesão em outros municípios da região, entre eles Cataguases, Barbacena, Visconde do Rio Branco, Ubá, Leopoldina, Tiradentes e Santos Dumont.

Os trabalhadores querem reajuste salarial com reposição da inflação do período (3,25%) e não aos cortes de direitos propostos como “medidas estruturantes”.

Os sindicatos de classe afirmam que Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não dá prejuízo e não depende de financiamento público. “Os trabalhadores dos Correios merecem respeito e dignididade”, afirma a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT).




Em nota oficial à imprensa, os Correios informam que “participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa”.

– No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população – diz parte da nota.




Os trabalhadores dos Correios também divulgaram uma carta para a população, que pode ser conferia na íntegra a seguir:

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Juiz de Fora e Região (SINTECT/JFA), que abrange mais de 120 cidades de Minas Gerais, vem por meio desta esclarecer e informar a população sobre o que vem realmente acontecendo nos Correios e Telégrafos.Mesmo com todas as dificuldades impostas por gestões anteriores, como seguidos planos de demissões voluntárias que diminuíram 27.000 trabalhadores dos quadros da empresa, nós trabalhadores ecetistas vimos mantendo a qualidade nos serviços oferecidos pelos Correios.Mesmo assim a administração da empresa se nega a negociar com os trabalhadores e além de querer modificar 45 cláusulas no nosso acordo coletivo, para pior, ainda nos ofereceu 0,8% de aumento, o que daria no nosso salário base um aumento de R$ 13,65. Por diversas vezes os trabalhadores tentaram negociar, mas a empresa nos ignorou e ignorou também o TST (Tribunal Superior do Trabalho), que tentou mediar às negociações.Tudo isso é uma estratégia para fazer com que a população se vire contra nós trabalhadores ecetistas, e uma campanha para pedir a privatização dos Correios.O SINTECT/JFA pede a compreensão e o apoio da população para que os Correios voltem a ser um exemplo de empresa pública de qualidade. O que os carteiros e demais trabalhadores dos Correios querem é continuar a prestar um serviço de qualidade para a população e garantir os Correios como empresa pública 100% estatal, ou seja, do povo e para o povo. A estatal de todos os brasileiros não depende do Tesouro Nacional, bem como o Fundo de Pensão e o Plano de Saúde da categoria, que são custeados pelos trabalhadores juntamente com a empresa. Os Correios sempre foi uma corporação sólida, sustentável e muito lucrativa, não justificando essa vontade latente desse governo em querer privatizá-lo. Os Correios não depende do dinheiro da união para se manter, ele é autossuficiente, dá lucro. Os Correios não têm monopólio de encomendas, você pode usar qualquer outra empresa privada para enviar suas encomendas. Os Correios é a única empresa pública presente em todos os 5.570 municípios do Brasil.Vamos todos, trabalhadores e população mostrar a este governo e a direção da empresa, que a solução está em não vender a nossa estatal, mas investir em capacitação, profissionalização , modernização e abrindo concurso para recuperar às mais de 40 mil vagas, que certamente contribuiria para melhorar o atendimento à população como também a diminuição do desemprego.

Fonte: Guia Muriaé

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