Polícia Federal realiza operação contra corrupção em unidades prisionais e cumpre mandados em Muriaé e Fervedouro

Na manhã desta quinta-feira (8), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO-MG), coordenada pela Polícia Federal e composta pela Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Penal de Minas Gerais e Departamento Penitenciário Federal, deflagrou operação policial Alegria, que investiga a corrupção no Sistema Penitenciário do Estado de Minas Gerais.

Policiais deram cumprimento a 29 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara de Inquérito de Contagem e cumpridos em 15 cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte, Betim, Contagem, Fervedouro, Francisco Sá, Lagoa Santa, Matozinhos, Muriaé, Ouro Preto, Passo, Patrocínio, Ribeirão das Neves, Uberaba, Uberlândia e Vespasiano).

As investigações revelaram uma organização criminosa comandada por servidores públicos e advogados que negociavam vendas de vagas em unidades prisionais, vagas em determinados pavilhões, a entrada de objetos não permitidos, dentre outras práticas ilícitas.

Mediante pagamento repartido entre os líderes da organização criminosa, presos de alta periculosidade eram transferidos indevidamente de unidades, além de serem colocados em alas/pavilhões com benefícios (ao trabalho, por exemplo) a que não teriam direito pelas normas de execução penal.

Foram identificados inúmeros eventos de corrupção praticados pela organização criminosa, envolvendo, principalmente, dois estabelecimentos prisionais na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e concussão, cujas penas cominadas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Nota da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública

Diante dos desdobramentos da Operação Alegria, deflagrada nesta quinta-feira, 08.10, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco-MG), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal do Estado e Departamento Penitenciário Nacional, destaca-se:

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) ressaltam, de forma enfática, que não compactuam com quaisquer desvios de conduta de seus servidores.

A secretaria tem atuado, com prioridade e dentro do que prevê a lei, no combate a ações criminosas e no flagrante e investigação de posturas inadequadas com a conduta esperada de um profissional da segurança pública.

A Sejusp e o Depen-MG apoiam veementemente todas as operações que visam a correição de desvios de seus servidores, como a deflagrada nesta quinta-feira.

Ressalta, ainda, que os profissionais presos nesta manhã não conjugam dos valores cultivados pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais e não representam os mais de 17 mil servidores que, diariamente, possuem a missão de custódia e ressocialização de cerca de 60 mil internos em Minas.

Nota da Penitenciária de Muriaé

A Diretora Geral da Penitenciária de Muriaé I esclarece que, muito embora essa operação tenha como objetivo coibir a corrupção de servidores do Sistema Prisional, advogados e custodiados, seu desdobramento na Penitenciária de Muriaé envolveu apenas um IPL(preso) que atualmente cumpre pena nesta Unidade Prisional, oriundo da Cidade de Contagem-MG. Nenhum servidor da Penitenciária de Muriaé foi alvo da referida operação denominada “Alegria” pela Ficco( Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). A Direção da Penitenciária de Muriaé I não compactua com desvio de conduta de servidores, prezando pela legalidade das ações, razão pela qual vem prestar os esclarecimentos necessários objetivando a transparência dos fatos.

Fonte: PF / SEJUSP


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