Moradora de Espera Feliz perde dinheiro destinado ao casamento após cair no golpe do falso advogado

Vítima relata que criminosos se passaram por sua advogada e por um suposto funcionário do STJ para induzi-la a realizar transferências via Pix; campanha de arrecadação foi organizada por amigos e familiares

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Uma moradora de Espera Feliz, na Zona da Mata mineira, perdeu todo o dinheiro que mantinha em suas contas bancárias após cair no chamado golpe do falso advogado. O crime ocorreu na segunda-feira (28 de setembro), quando criminosos entraram em contato com a vítima, identificada como Idalina, e afirmaram que ela teria valores judiciais disponíveis para receber.

Em entrevista concedida ao Jornal Impacto na terça-feira (29), a mulher contou que o dinheiro seria utilizado para pagar fornecedores e custear seu casamento, previsto para os próximos três meses. Segundo seu relato, além do saldo que possuía, os golpistas também utilizaram limites de crédito disponíveis em sua conta bancária.

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Criminosos usaram dados de processo judicial

De acordo com Idalina, o contato começou por volta das 15h, por meio de um número de mensagens que utilizava o nome e a fotografia de sua verdadeira advogada. Como ela possui uma ação judicial em andamento e havia compartilhado informações com a profissional cerca de uma semana antes, não desconfiou inicialmente da abordagem.

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Para tornar a história convincente, os criminosos encaminharam documentos relacionados ao processo, incluindo cópias de decisões e despachos judiciais. Em seguida, disseram que o valor da causa havia sido liberado e que seria necessário realizar uma suposta validação bancária junto a um funcionário do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Transferências via Pix esvaziaram as contas

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Durante a abordagem, a vítima recebeu instruções para transferir quantias de diferentes contas bancárias para uma única conta, sob a justificativa de que o procedimento permitiria reunir os recursos e garantir a isenção de impostos sobre o valor que seria liberado.

Na sequência, os golpistas enviaram um código para ser copiado e inserido no aplicativo bancário. Segundo Idalina, ela acreditava estar validando o recebimento do dinheiro, mas acabou autorizando uma transferência via Pix.

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A moradora relatou que, após confirmar a operação, percebeu que os recursos haviam sido retirados da conta. Além do dinheiro próprio, os criminosos teriam utilizado limites de crédito e a modalidade de Pix no crédito disponibilizada pelo banco.

Fraude foi descoberta após contato com a advogada

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Desconfiada das exigências, Idalina informou aos interlocutores que procuraria pessoalmente sua advogada. A irmã da vítima foi até o escritório e confirmou que as solicitações não haviam sido feitas pela profissional.

Posteriormente, em um vídeo divulgado nas redes sociais, a moradora relatou as consequências financeiras do golpe e alertou outras pessoas que possuem processos judiciais em andamento para que confirmem presencialmente qualquer solicitação de pagamento ou transferência.

Advogado orienta vítimas a redobrar os cuidados

Consultado pelo Jornal Impacto, o advogado Deivid Reginaldo reforçou a importância de desconfiar de contatos que solicitam pagamentos, dados bancários ou procedimentos em aplicativos para liberar supostos valores judiciais.

Entre as principais recomendações estão:

  • Não realizar pagamentos como condição para receber valores de processos judiciais sem confirmar a legitimidade da solicitação.
  • Não fornecer senhas, códigos de autenticação ou acesso a contas bancárias.
  • Evitar clicar em links suspeitos que possam permitir o acesso remoto ou o espelhamento do celular.
  • Não abrir aplicativos bancários durante chamadas de vídeo a pedido de desconhecidos.
  • Confirmar qualquer informação diretamente com o advogado responsável, utilizando um canal de contato já conhecido.

O advogado também orienta que, em caso de dúvida, o cidadão procure o escritório responsável pelo processo ou consulte o fórum para verificar a situação da ação judicial.

Amigos e familiares organizam campanha de arrecadação

Após o prejuízo, amigos e familiares de Idalina organizaram uma campanha de arrecadação para ajudá-la a recuperar parte do dinheiro perdido e manter os planos para o casamento.

Quem desejar contribuir pode acessar o perfil @idalinasinis, no Instagram, onde, conforme divulgado pela família, está disponível na biografia o link para a vaquinha on-line.

O caso serve de alerta para um tipo de fraude em que criminosos utilizam informações reais de processos judiciais para conquistar a confiança das vítimas. Mesmo quando os documentos apresentados parecem legítimos, qualquer solicitação de transferência deve ser confirmada diretamente com o profissional responsável antes de uma operação financeira.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Impacto

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