Recém-nascido com fraturas e sinais de agressão é internado; pais são presos por tentativa de homicídio em Manhumirim
Bebê de 28 dias apresentava desidratação, anemia, lesões pelo corpo e foi transferido para UTI Neonatal em Manhuaçu
Um bebê de apenas 28 dias foi internado em estado grave após dar entrada no Hospital Padre Júlio Maria, em Manhumirim, na quarta-feira (8), apresentando diversos sinais de violência física. Após os primeiros atendimentos, a criança foi transferida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital César Leite, em Manhuaçu.
De acordo com a equipe médica, o recém-nascido chegou à unidade hospitalar em estado letárgico, após permanecer por mais de um dia sem reagir aos estímulos. Durante a avaliação clínica, os profissionais identificaram quadro de desidratação, anemia e diversos indícios de agressão.
Exames de imagem constataram fraturas no fêmur direito e no úmero esquerdo. O bebê também apresentava arranhões, uma marca de mordida em um dos pés e uma lesão na orelha compatível com queimadura. Apesar da gravidade do quadro, a criança estava estável no momento da transferência para Manhuaçu.
Segundo apuração, o bebê foi levado ao hospital por uma conhecida da mãe. A mulher relatou que foi procurada pela mãe da criança em estado de desespero, informando que o recém-nascido não chorava nem respondia aos estímulos havia cerca de um dia. Ela então conduziu mãe e filho até a unidade de saúde, onde o bebê recebeu atendimento de emergência.
Diante das lesões constatadas, o Hospital acionou imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
Após a ocorrência, os pais da criança foram conduzidos à Delegacia de Plantão. Conforme informou a Polícia Civil, o delegado responsável ratificou a prisão em flagrante do casal pelo crime de tentativa de homicídio. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Os dois negam ter agredido o filho.
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do caso. Entre as diligências previstas estão o exame de corpo de delito realizado por médico-legista e a análise dos laudos periciais produzidos durante o atendimento hospitalar.
Família já era acompanhada pela assistência social
Informações apuradas pelo g1 apontam que a família já havia sido acompanhada anteriormente pela rede de assistência social quando residia em Manhuaçu.
Segundo o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), equipes realizaram visitas domiciliares e tentaram manter o acompanhamento da família, mas a mãe interrompeu os atendimentos.
A coordenação da creche frequentada pela filha mais velha do casal também relatou que a criança já havia apresentado um hematoma e uma lesão semelhante a queimadura de cigarro. Na ocasião, o caso seria comunicado ao Conselho Tutelar, porém a menina deixou de frequentar a unidade após a família se mudar para Manhumirim.
O Conselho Tutelar localizou uma tia materna da criança, residente em Alto Jequitibá, que assumiu provisoriamente sua representação legal para autorizar os procedimentos médicos necessários.
O estado de saúde atualizado do recém-nascido não havia sido divulgado até a última atualização da ocorrência.
Fonte: Guia Muriaé











