Travesti tenta assaltar policial militar e acaba morta

A Polícia Militar de Manhuaçu registrou um homicídio na Avenida Castelo Branco, no bairro Santana, por volta das 20h desta quarta-feira (22).

Um policial militar reagiu a uma tentativa de roubo e se atracou com dois autores. A travesti Maria Eduarda, mais conhecida como Duda, de 33 anos, foi baleada e morreu no local.

O segundo envolvido e o militar tiveram ferimentos e foram encaminhados para o Hospital Municipal de Manhuaçu (antiga UPA). Após os procedimentos, o militar foi ouvido na Delegacia de Polícia Civil e liberado sob alegação de que agiu em legítima defesa.

Segundo as informações prestadas pelo militar, de 38 anos, que estava de folga em sua moto particular, ele seguia pela avenida Castelo Branco. Próximo ao acesso à BR-262, Duda fez sinal de parada. Ao parar sua moto, a travesti puxou a chave da ignição, o militar tomou de volta.

Ainda de acordo com o relato, após a reação do militar, ela teria sacado uma faca. No mesmo instante, apareceu um segundo envolvido, um homem de 31 anos, armado com um revólver.

Ao perceber o roubo, o policial se identificou e sacou sua arma. Duda investiu com golpes de faca e militar revidou com dois tiros de seu revólver calibre 38. A travesti caiu ao solo e morreu no local.

O outro homem seguiu se atracando com o PM e acionou o gatilho. Como a arma não disparou, passou a bater com o cabo do revólver 22 na cabeça do policial. Nessa hora, uma viatura da Polícia Militar acionada pelo 190 chegou ao local e conteve a confusão.

A arma do militar foi apreendida com quatro balas intactas e duas deflagradas. O revólver do outro envolvido foi pego por um rapaz que se aproximou e depois localizado desmontado alguns metros adiante. Tambor, coronha e cano caídos no chão. A faca também foi apreendida, bem como um cachimbo artesanal e uma porção de uma substância transparente granulada. Para o militar, a travesti e o homem agiram juntos.

Já o homem de 31 anos contou outra versão e que não teve envolvimento no fato. Ele disse que estava na margem da BR-262 e ouviu o barulho de tiro. Ele foi ao local e encontrou Duda caída e o militar em luta com um outro elemento (não identificado) de blusa preta e boné branco. O suspeito alega que o tal homem fugiu do local e o militar partiu para cima dele, momento em que começaram a brigar até que chegou a viatura da PM.

Contradições

Militares verificaram a existência de uma câmera de segurança num comércio próximo. Com base nas imagens recolhidas, é possível ver a luta entre o militar e o suspeito. As imagens não mostram participação alguma de “um homem de blusa preta e boné branco”. A câmera não foca o local dos disparos contra Duda.

O militar foi socorrido para o hospital com ferimentos na cabeça, enquanto o outro envolvido sofreu uma mordida na mão esquerda e também foi atendido na antiga UPA.

Os dois envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil que instaurou inquérito sobre o homicídio. O militar alegou legítima defesa e foi liberado após prestar depoimento. Duda, como era conhecida, tinha passagens pela polícia por envolvimento em ocorrências diversas.

Redação do Portal Caparaó


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