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Muriaé está na lista de cidades com baixa cobertura vacinal da pólio

O Ministério da Saúde emitiu na última terça-feira (3) um alerta sobre a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite. As baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acenderam uma luz vermelha no país, que não registra casos da doença desde 1990.




Na lista divulgada pelo Ministério da Saúde, aparecem as cidades mineras de Itabira, Paraguaçu, Três Pontas, Miravânia, Jenipapo de Minas, Pará de Minas, Pirapora, São José do Alegre, Juvenília, Cristália, José Gonçalves de Minas, Reduto, Santa Cruz de Salinas, Itinga, Martins Soares, Serra da Saudade, Muriaé, Chiador, Coração de Jesus, Ibituruna, Tarumirim, Dores de Guanhães, Ribeirão das Neves e Frei Inocêncio.

– O risco existe para todos os municípios que estão com coberturas abaixo de 95%. Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. É uma questão de responsabilidade social”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar. Outro alerta constante da Pasta é para que estados e municípios mantenham os sistemas de informação devidamente atualizados.

O Ministério da Saúde ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina.

– As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno – enfatizou Carla Domingues.

Uma oportunidade de atualizar caderneta será na próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que acontecerá no período de 6 a 31 de agosto de 2018.

Sobre a pólio

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do MS

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