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Partidas de futebol aumentam o risco de infarto

Eventos esportivos como os jogos da Copa do Mundo podem aumentar em até 3,8 vezes a chances de infarto do miocárdio em homens e 1,8 em mulheres em relação aos dias normais. Essa é a constatação de uma pesquisa realizada na Alemanha, durante a Copa de 2006. O estresse emocional funciona como um gatilho que, somado aos fatores de risco como hipertensão, diabetes, histórico familiar de doenças crônicas, sedentarismo, tabagismo e infartos anteriores, pode elevar o número de casos, principalmente quando os jogos forem da seleção do país de origem do paciente, explica o coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Rasível dos Reis.

A orientação para os torcedores que acompanham as seleções é adotar medidas preventivas que podem evitar situações de risco. É fundamental que pessoas que fazem uso de alguma medicação não descontinuem o tratamento. Em dias de grandes eventos como partidas de futebol, que envolvem emoções coletivas, recomenda-se manter a alimentação nos horários corretos, a hidratação, usar roupas confortáveis, não fazer uso de bebida alcoólica se estiver tomando alguma medicação. Situações como essas oferecem, além do barulho e da agitação, o impacto de caminhadas até o local do jogo e o tempo de permanência nos estádios pode chegar a mais de seis horas. “Ao andar muito a pessoa vai fazer uma esforço acima do que está acostumada e isso pode levar a uma angina ou ao infarto”, alerta.




Em caso de emergência durante os jogos, o Mineirão conta com postos de atendimento médico com socorristas e serviço de ambulância. Situações mais graves são encaminhadas para os Postos Médicos Avançados (PMA) da SES, que ficam montados em todos os jogos realizados no Mineirão e na Fan Fest, durante os 25 dias do campeonato. Na retaguarda do atendimento, a SES conta com os hospitais João XXIII, Odilon Behrens, Risoleta Neves e Eduardo de Menezes. “As pessoas tem que se preparar para o jogo, para sentir emoções, e acima de tudo, saber que existem limites. É preciso estar em dia com o médico e para aqueles que têm problemas de saúde é fundamental ir ao estádio acompanhado por um adulto, que saiba da doença preexistente”, finaliza.

Fonte: SES-MG




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