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10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo tem início hoje em Muriaé

A Cinemateca Paulo Porto do Grande Hotel Muriahé recebe nesta semana, entre os dias 13 e 15 de junho, a 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo.

Serão exibidos documentários, filmes de curta, média e longa metragem com o objetivo de ampliar o debate sobre cultura e educação em Direitos Humanos, com foco nos seguintes subtemas: direito da população afrodescendente; Infância/direito à memória e à verdade; registro civil de nascimento; combate à pobreza/direito à educação; direito à participação política e diversidade religiosa.

Nesta segunda-feira (13), às 8h, foi exibido o documentário “Félix, o Herói da Barra”. Às 14h, serão exibidos o “Abraço da Maré” e “O Muro é o Meio”.




A mostra prossegue na terça-feira, dia 14 de junho, com a seguinte programação: às 8h, “Abraço da Maré”; às 14h, “Abraço da Maré”, em seguida “Do Meu Lado”; às 18h30, “Abraço da Maré”, na sequência “O Muro é o Meio”.

Encerrando a mostra, na quarta-feira, dia 15 de junho, serão exibidos: às 8h. “500… Os Bebês Roubados da Ditadura Argentina”; às 14h, “Porque Temos Esperança”; às 18h30, “O Muro é o Meio”, em seguida “Do Meu Lado”.

Após cada exibição, será aberta uma roda de conversa para que os participantes possam trocar ideias e debater sobre os filmes, mediada pela equipe da Escola Municipal de Audiovisual Carlos Scalla.




A entrada é franca.

Mais informações: (32) 3696-3413




Filmes da mostra

“Félix, o Herói da Barra”

O personagem presente na memória coletiva da comunidade de Barra de Aroeira, no Tocantis, Félix José, um ex-escravo que lutou na guerra do Paraguai, teria recebido do imperador D. Pedro II uma grande extensão de terra como recompensa. Após sua morte, a perda do documento original gerou um conflito de posse da terra, o que leva seus descendentes a lutar pelo patrimônio por mais de 50 anos, desejando recuperar o território que hoje é ocupado por fazendas e duas cidades. Ainda hoje, às 14h, serão exibidos o “Abraço da Maré” e “O Muro é o Meio”.

“Abraço da Maré”

Mostra o dia a dia de quem mora em um centro urbano é sempre atribulado. Porém, bem no meio disso tudo, cinco pessoas vivem na mais pura sintonia entre a natureza e a cidade. Do asfalto ao mangue, o curta-metragem documental “Abraço de maré” traz para a tela a história de vida de uma família ribeirinha, que mora em uma casa de taipa às margens do rio Potengi. Esse filme nos leva a refletir sobre essa dualidade e sobre o quanto a realidade que nos parece ser tão distinta nos é, na verdade, tão próxima.

“O Muro é o Meio”

Documentário que aborda as pichações de protesto gravadas nos muros da Universidade Federal de Sergipe. São gritos de revolta pela falta de segurança no campus, estrutura e qualidade de ensino. As pichações são mostradas como formas de indignação, reivindicação e também de comunicação contra a apatia das paredes brancas que abafam os conflitos socioculturais.

“Do Meu Lado”

O filme mostra a vida de duas vizinhas, uma umbandista e uma protestante, que começam a se cruzar quando uma infiltração abre um buraco na parede que divide suas casas.

“500… Os Bebês Roubados da Ditadura Argentina”

Durante sete anos, entre 1976 e 1983, a Argentina viveu sob uma ditadura militar. Dentre os aterroizantes atos feitos durante esta época, está o sequestro de bebês e crianças, filhos de presos e desaparecidos políticos ou nascidos em prisões clandestinas ou centros de tortura e extermínio. O grupo “Avós da Praça de Maio” criou o “Banco dos 500”, uma luta para localizar as 500 crianças a partir de amostras de seus próprios sangues. Hoje adultos, 114 das 500 foram encontradas e agora confrontam os dignitários da mais sangrenta ditadura Argentina, acusados de genocídio e crimes contra a Humanidade. Uma marca que nunca será apagada da história. Uma luta que só termina quando o último dos “500” for encontrado.

“Porque Temos Esperança”

Marli, uma mulher pernambucana, começa uma saga pelos presídios de Recife, na intenção que pais reconheçam seus filhos, tentando reconstruir as vidas deles. Vivendo dilemas pessoais, a determinada mulher experimenta a solidão na própria pele, sem nunca perder a esperança e provando o poder do afeto.

Fonte: Guia Muriaé

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