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Polícia Civil deflagra segunda fase da operação “Rescaldo” em Muriaé

Nesta terça-feira (21), a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, em Muriaé, a segunda fase da operação “Rescaldo” com a finalidade de cumprir cinco mandados de prisão e de desarticular um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas.

Além disso, também foram realizadas intervenções veladas e pontuais junto a endereços de alvos, distribuídos entre os Bairros São Cristóvão, Aeroporto, São Joaquim, Encoberta e Dornelas. Ao todo, vinte pessoas foram presas, durante as duas etapas da operação.

De acordo com o Coordenador da Agência de Inteligência Policial – AIP da 4ª Delegacia Regional de Muriaé, Delegado Tayrony Espíndola, entre os suspeitos estão duas mulheres, de 23 e 18 anos que, de acordo com as investigações, auxiliariam na contabilidade da organização criminosa. Uma terceira mulher, suspeita de ser uma das líderes do grupo, não foi localizada em sua residência e é considerada foragida.




Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no Bairro Primavera, uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas. No local, os agentes encontraram drogas e anotações referentes à movimentação do tráfico de drogas da organização. Apurações indicam que ela seria suspeita de ser responsável pela distribuição e abastecimento de bocas de fumo. Além dela, em meio às diligências, um homem – que estaria fazendo a segurança de uma boca de fumo – também foi preso em flagrante portando uma pistola .380, com carregador.

Ainda conforme informações do Delegado, outras investigações paralelas se encontram em curso. “Ainda existe uma gama enorme de material apreendido a ser trabalhada e examinada e vamos fazer isso no tempo certo de maturidade de cada investigação, por conta da complexidade, sofisticação e da estrutura do grupo criminoso”, afirmou Tayrony Espíndola

Pelo trabalho de rastreamento realizado, os indivíduos presos na ação desta terça-feira são suspeitos de trabalhar no núcleo financeiro do grupo, que seria responsável pela movimentação do dinheiro arrecadado com a venda de entorpecentes. Segundo a autoridade policial, o grupo chegava a faturar mais de R$ 10 mil por dia com a venda de drogas.




Primeira etapa

No dia 19 de dezembro, a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a primieira etapa da operação “Rescaldo”, resultando no cumprimento de 14 mandados de prisão e na apreensão de armas e drogas.




De acordo com o Delegado Tayrony Espindola, a ação ocorreu em virtude de investigações relacionadas à prisão do suspeito de ser o chefe da organização, um homem de 28 anos, no dia 4 de novembro. Na ocasião, ele foi preso durante a operação “Narciso”, realizada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

Durante as diligências, os policiais civis utilizaram técnicas e equipamentos especiais para romper acessos a dois “bunkers” montados pelos suspeitos. Investigações apontam que, na estrutura, funcionavam as “bocas de fumo”, em turnos ininterruptos de 24 horas, tal qual uma indústria que atua em escala comercial.

Em meio às buscas nas residências dos investigados e nos pontos de vendas, as equipes localizaram drogas e armas de fogo, que pertencem à organização criminosa, como apontam as investigações.

Na ocasião, a operação contou com a participação de mais de 50 agentes. Ela foi coordenada pela Agência de Inteligência da 4ª Delegacia Regional de Muriaé, com apoio das Delegacias Regionais de Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina e Viçosa, de membros da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da PCMG e do helicóptero da Polícia Civil de Minas Gerais.

Operação “Rescaldo”

De acordo com o Delegado Tayrony Espíndola, o nome da operação faz alusão ao que restou do grupo criminoso que, mesmo sem o líder, continuava suas operações.

Fonte: PCMG

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