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Minas Gerais tem 231 casos confirmados de coronavírus e investiga 20 óbitos suspeitos

Até o momento, de acordo com o Informe Epidemiológico do Coronavírus deste domingo (30), são 28.783 casos suspeitos para COVID-19 e 231 casos confirmados em Minas Gerais. Há em investigação 20 óbitos e nenhum óbito confirmado até o momento no Estado.

Segundo o informe, foram notificados 40 óbitos suspeitos, sendo 20 descartados para COVID-19. Os demais óbitos suspeitos de COVID-19 (também 20) aguardam a realização de exames laboratoriais e levantamento de informações clínicas e epidemiológicas.

Os casos confirmados foram registrados nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Boa Esperança, Bom Despacho, Campo Belo, Campos Altos, Carmo do Cajuru, Contagem, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Extrema, Governador Valadares, Guimarânia, Ipatinga, Juiz de Fora, Lagoa da Prata, Mariana, Muriaé, Nova Lima, Patrocínio, Poços de Caldas, Sabará, Santa Luzia, São João del Rei, Serra do Salitre, Sete Lagoas, Timóteo, Uberaba e Uberlândia.




Ministério alerta para risco do uso de cloroquina sem indicação médica

O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos graves, com pacientes hospitalizados, infectados pelo novo coronavírus. O protocolo prevê cinco dias de uso, em complemento a outras medidas como auxílio para respirar e medicação contra febre e mal-estar.

O ministério, no entanto, alerta para o risco do uso desses medicamentos, que não devem ser administrados fora dos hospitais. Segundo a nota, dentre os efeitos colaterais, estão lesões na retina, prejudicando a visão, e distúrbios cardiovasculares.




Em coletiva de imprensa neste sábado (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou que é importante que os medicamentos só sejam usados em casos mais complexos e não para os pacientes em geral. “Esse medicamento pode dar arritmia cardíaca, pode paralisar a função do fígado. Então, se sairmos com a caixa na mão falando ‘pode tomar’, nós podemos ter mais mortes por mau uso do medicamento do que pela própria virose”, enfatizou.

Apesar de alguns estudos indicarem que os medicamentos podem conter a covid-19, ainda não existem evidências conclusivas sobre os efeitos das substâncias nesse tipo de tratamento.




Distribuição

Ontem (27), o ministério começou a distribuição para os estados de 3,4 milhões de unidades dos dois medicamentos para uso em casos graves de infecção pelo novo coronavírus.

Os remédios já são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de malária, que também é uma virose, e de doenças autoimunes (quando o sistema imunológico causa inflamações) como lúpus e artrite reumatoide.

Fonte: SES-MG / Agência Brasil


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