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Operação “Mau Despacho”: policial e despachantes são presos em Carangola

Foto: Guia Muriaé
A Polícia Civil deflagrou, nessa quarta-feira (3), a operação denominada “Mau Despacho”, visando coibir fraudes na emissão de documentos de veículos, em Carangola.

Logo nas primeiras horas da manhã, agentes da 36ª Delegacia de Carangola, com o apoio de policiais da sede da 4ª Delegacia Regional de Muriaé (4ª DRPC), incluindo da Agência de Inteligência da 4ª DRPC, foram às ruas para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos suspeitos de envolvimento em esquema criminoso de emissão de documentos de veículos.

A ação culminou na prisão de dois despachantes, de 33 e 53 anos, que tiveram seus escritórios vasculhados pelos policiais civis. Durante a ação, também foram recolhidas mídias e documentos com indícios de adulteração, que seriam posteriormente protocolados junto à Delegacia.




Também foi preso um investigador de 36 anos, suspeito de integrar e facilitar o esquema criminoso. Um dos despachantes chegou a confessar a prática que, segundo ele, teria rendido mais de R$ 5.500,00, desde janeiro de 2019.

Segundo as investigações, que correm na 36ª Delegacia, com o apoio da Agência de Inteligência Policial da 4ª DRPC, despachantes estariam adulterando documentos para obter de maneira fraudulenta o CRLV e CRV de veículos de outros estados, visando o primeiro emplacamento.

O esquema poderia permitir aos falsários obter financiamentos junto a instituições financeiras e ainda atuar no segmento de clonagem de veículos, além de fomentar o mercado negro de furto e roubo de veículos, já que o que se pretendia era ter em mãos os documentos de porte obrigatório que, depois, serviriam para “esquentar” qualquer veículo com as mesmas características.




Os despachantes foram encaminhados à unidade prisional. Já o policial civil passou mal ao ser comunicado da prisão e precisou de atendimento médico de emergência, sendo posteriormente encaminhado para Belo Horizonte, na Unidade Prisional Especial da Polícia Civil, onde também ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar a extensão e o alcance das ações do grupo criminoso.




Fonte: PCMG

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