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Cuidados com carrapatos durante o Carnaval

Sítios, fazendas e cachoeiras são destinos bastante comuns para quem busca relaxar durante o feriado de Carnaval. O único porém é que os carrapatos, que podem transmitir doenças graves como a Febre Maculosa Brasileira, são encontrados com frequência nessas áreas, onde há equídeos (cavalos, burros, etc), roedores, capivaras, marsupiais, cães e outros animais que participam do ciclo de transmissão da doença. No último ano, 15 casos de febre maculosa foram confirmados em Minas Gerais. Desses, quatro pessoas vieram a óbito. A região metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri foram as mais afetadas pela doença no Estado.

A Febre Maculosa é uma doença infecciosa e transmitida por meio da picada de carrapatos infectados com a bactériaRickettsia rickettsii, agente causador da doença. Segundo a referência técnica do Programa da Febre Maculosa Brasileira da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Bruna Dias Tourinho, qualquer espécie de carrapato pode estar potencialmente envolvida na transmissão de doenças infecciosas. “Os carrapatos do gêneroAmblyomma são os que apresentam maior relevância na transmissão de bactérias responsáveis pela Febre Maculosa Brasileira. Já em Minas Gerais, o carrapato da espécie Ambyomma scultum é o que apresenta maior relevância no ciclo biológico da doença”, explica. A referência técnica acrescenta, ainda, que além de transmitir o agente infeccioso ao hospedeiro, os carrapatos atuam como reservatórios da doença. Isso porque eles mantêm, durante toda a sua vida, o agente infeccioso disponível em seu organismo, podendo-o transmitir a outros seres vivos.




Como não é possível identificar visualmente quais carrapatos estão ou não infectados (isso só é possível através de técnicas laboratoriais), a prevenção continua sendo o melhor caminho. Repelentes à base da substância icaridina têm se mostrado eficazes na prevenção de picadas por carrapatos. Além do uso de repelentes, medidas simples como o uso de vestimentas longas e de cor clara, que permitem a fácil visualização dos carrapatos, além de calçados fechados e de cano longo são bastante importantes. Veja no quadro abaixo outras dicas de prevenção.

Admitia-se, até alguns anos atrás, que o carrapato precisasse permanecer aderido ao corpo do hospedeiro por um período de 4 a 6 horas para que a transmissão do agente infeccioso ocorresse. Estudos recentes mostram, no entanto, que a transmissão da Febre Maculosa Brasileira pode ocorrer em um período mais curto que esse. “Isso reforça a importância de retirar o carrapato do corpo o quanto antes, para diminuir a chance de infecção”, reforça Bruna Tourinho.

Nos estágios iniciais, os sintomas da doença incluem febre, em geral alta, dor de cabeça, dores musculares intensas, mal estar generalizado, náuseas e vômitos. Entre o segundo e o sexto dia de sintomas, pode ocorrer o aparecimento de exantemas, que são manchas ou pápulas avermelhadas na pele. “Como os sintomas podem ser facilmente confundidos com o de outras doenças, é fundamental que, diante dos primeiros sinais, o paciente procure imediatamente o serviço de saúde e relate ao profissional médico que esteve em áreas propícias para a presença de carrapatos”, completa.




Não existe vacina comercialmente disponível para a Febre Maculosa Brasileira.

O tratamento para a doença é feito com antibióticos e o medicamento cloranfenicol é indicado para tratar a doença e está disponível para a rede =pública de saúde.




Curiosidades sobre a doença

* A Febre Maculosa Brasileira foi assim identificada por apresentar características clínicas e epidemiológicas distintas das outras doenças transmitidas por carrapatos em outras áreas do mundo, como por exemplo, a febre das montanhas rochosas, que ocorre nos Estados Unidos.

* Ao encontrar um carrapato aderido à pele, o indivíduo deverá retirá-lo de forma delicada, com o auxílio de pinça, evitando o esmagamento do animal com as unhas e o contato direto com o material do corpo do animal.

* Isso poderá evitar o contato do indivíduo com a bactéria que poderá transmitir doenças.

* Não há evidências de que a utilização de álcool favoreça a retirada do carrapato ou mesmo evite a infecção pela bactéria que possa estar nele presente.

* Outras medidas popularmente adotadas, como o uso de isqueiros e outros objetos, também devem ser evitados, tendo em vista a pouca evidência de sua eficácia e o risco do contato com a bactéria.

Fonte: SES-MG

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