Personalidades de Muriaé – Augusto José de Abreu Xavier

Augusto José de Abreu Xavier nasceu no dia 04 de abril de 1880, no distrito de Boa Família, em Muriaé. Era filho de José Fortunato de Abreu e de Dona Joaquina Antônia Gomes de Abreu. Primogênito de uma família de 9 irmãos, sempre se comportou como um filho obediente e cuidadoso ao lado de seu pai.

Aos 26 anos de idade, casou-se com Dona Izaltina Eugênia de Souza Abreu, natural de Tuiutinga, distrito de Guiricema, filha de Manoel Gomes de Souza e de Rita Eugênia de Souza. Nos primeiros anos de casados, viveram em Boa Família, mas, logo se mudaram para Muriaé, onde Augusto comprou as terras localizadas hoje nos bairros Santo Antônio, São Francisco e São Cristóvão.

Mais tarde, compraram e passaram a residir no sítio denominado Areião, que ficava na divisa desta cidade com Patrocínio do Muriaé, próximo às margens do Rio Muriaé. Lá, o trabalho na lavoura e a criação de animais, como galinhas e porcos, já era intenso.

Chegaram a extrair lenha para comercializar com a Estrada de Ferro Leopoldina Railway. Foi aí que também compraram e se mudaram para o Sítio Cachoeira do Desengano, que fazia divisa com as terras onde hoje estão os Bairros João XXIII, Colety, Safira, Planalto, Distrito Industrial e a Fazenda Barra Alegre. Augusto de Abreu comprou o sítio no ano de 1912 e pertenceu a ele a 1ª Escritura Pública destas terras. O casarão, localizado na entrada do Bairro João XXIII, foi tombado no ano de 1997 pelo Patrimônio Cultural Municipal e se encontra muito bem preservado por seus herdeiros. Neste local, Augusto de Abreu viveu até os últimos dias de sua vida, que não foi curta, pois, viveu até os 97 anos. Mesmo com toda esta idade, sua memória era admirável e de uma lucidez a toda prova.

Marido exemplar, modelo de irmão, trabalhador fidelíssimo e correto no cumprimento de seus deveres. Sua vida foi simples, de paz e de concórdia. Augusto foi membro do Sindicato Rural e membro do Grupo dos Vicentinos.

Viveu para sua família, procurando encaminhar os filhos na retidão e na honestidade. São seus filhos: Agostinho, José, João, Rita, Maria, Alexandra e Glória, as duas últimas foram Irmãs Marcelinas, Luiz e Manuel. Destes, apenas Irmã Alexandra encontra-se em vida trabalhando na Casa de Repouso das Irmãs Marcelinas, em Itaquera (SP).

Como bom cristão, assumiu o matrimônio uma vez e o renovou por quatro vezes em suas Bodas de Prata, de Ouro, de Brilhante e de Diamante.

Deixou descendência com inúmeros netos, bisnetos e tetranetos. Na vida política, além de seu pai, que fora político no Distrito de Boa Família, alguns destes deixaram seus trabalhos registrados, como José Sanches de Abreu, vereador por duas vezes; e seu irmão, Jair Sanches de Abreu, vereador por três vezes e vice-prefeito de Muriaé por uma vez; e Carlos Wilson Dala Paula Abreu, vereador por uma vez na Câmara Municipal de Muriaé.

Soube amar a agricultura como bom lavrador, dedicando-se, primeiramente, à lavoura de café, ao plantio de arroz e também à pecuária.

Trabalhou sempre com entusiasmo enquanto as forças o permitiram. Assim como soube cuidar com dedicação de seus pais, até o fim encontrou, também, no amor e na dedicação dos seus filhos, consolo para seus últimos dias. Sua filha Maria, também conhecida como Nininha, sempre o acompanhou com mil cuidados e atenção, estando ao seu lado como um anjo protetor.

Augusto José de Abreu Xavier faleceu no dia 02 de novembro de 1977, vítima de colapso respiratório e arteriosclerose generalizada. Sua vida foi a de um justo e a sua morte a de um predestinado.

Soube aceitar a fraqueza sempre otimista e com muita fé em Deus. Todos sentiram sua partida, pois, deixou familiares, parentes e amigos saudosos.

Em Muriaé, temos um bairro que leva seu nome através da lei nº. 985 de 1983 votada pela Câmara Municipal de Muriaé e proposta pelo então vereador José Sanches de Abreu, seu neto.

Fonte: João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira / Memorial Municipal


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