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Personalidades de Muriaé – Wilson Alvim do Amaral

Wilson Alvim do Amaral nasceu em Palma, em 8 de maio de 1910. Era filho de Stella Alvim do Amaral e de Agenor Barbosa do Amaral.

Iniciou seus estudos na sua cidade natal em um colégio onde era aplicado o método da palmatória, castigo ao qual nunca se submetera em vista de seu procedimento exemplar e sua facilidade na assimilação das lições.

Teve uma infância singela junto a seus pais na fazenda, o que muito contribuiu para o seu apego aos livros, sobrando-lhe pouco tempo para as travessuras.




Em 1919, com apenas 9 anos de idade foi internado no Colégio da Serra, em Morro Alto, hoje município de Barão de Monte Alto, onde completou seu curso primário com distinção, e onde também demonstrou sua vocação para oratória com um discurso que fizera numa festa escolar, com apenas 10 anos.

Terminado o curso primário, prestou exame de admissão no Ginásio de Cataguases, onde foi considerado apto a freqüentar a disputada instituição. Enquanto estudante neste colégio, foi Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis, agremiação cultural do estabelecimento.

Em 1927 concluiu o ginásio, e no ano seguinte ingressou na Universidade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde foi diplomado no ano de 1932, aos 21 anos de idade.




Terminado o curso, foi exercer a profissão em sua terra natal e nas adjacências. Em Palma exerceu também outras atividades, tais como político, vereador, Presidente do Clube Atlético Palmense, Diretor do Semanário “A DEFESA” e de outros jornais editados na cidade.

Em 1935, no dia 02 de junho, contraiu matrimônio com Dona Victória Abdala do Amaral, de cujo consórcio vieram seis filhos: Domingos Wilson, Carlos Wilson, Eduardo Wilson, Rogério Wilson, Flávio Wilson e Maria Vitória.




Em 1951, após incessantes convites de nosso saudoso Olavo Tostes, transfere-se para Muriaé, cidade que elegeu sua terra do coração, em conseqüência do caloroso e carinhoso acolhimento que encontrou na cidade.

Seu nome foi indicado pela Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Muriaé, para Juiz de Tribuna de Alçadas de Minas Gerais. Não aceitou a indicação, trocando a distinção do convite e a importância de tão elevado cargo pela sua permanência junto à sua família em Muriaé, terra pela qual sempre fora apaixonado.

Aqui presidiu, durante muitos anos, a Junta Apuradora da Comarca, foi advogado da Prefeitura em gestões diversas, membro do Rotary Clube de Muriaé, Presidente do Nacional Atlético Clube e Presidente do Muriaé Tênis Clube, sempre vendo no esporte importante fator de desenvolvimento para a juventude.

De certa feita, quando o Nacional Atlético Clube comemorou seus 25 anos de existência, um artigo da “Muriaé em Revista” assim se referia ao nosso biografado: “O Wilson Alvim do Amaral é um valor inconcusso e preponderante no panorama jurídico do Estado. Conhece profundamente a aplicação das Leis, através da Justiça e da verdade. O Nacional Atlético Clube tem neste brilhante e culto advogado um dos seus amigos mais caros e estimados”.

Wilson foi um exemplar chefe de família, esposo extremoso, católico praticante, e amigo sincero. Passou para os filhos o seu lema: honestidade acima de tudo.

Em 1972, no dia 27 de abril, quando se encontrava no Rio de Janeiro em tratamento de saúde, faleceu cercado de todo carinho e assistência de sua família e médicos. Seu sepultamento se deu no dia 28 de abril, em Muriaé, com grande acompanhamento de amigos e parentes e expressivas homenagens póstumas. Não obstante filho de outras plagas, a Câmara Municipal o homenageou dando a uma das ruas de Muriaé, no Bairro Dornelas, o seu nome (Lei nº. 256 de 1976).

A Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Muriaé, da qual era secretário, inaugurou, em sessão solene, seu retrato na Sala da Ordem, no Edifício do Fórum.

O Projeto Lei apresentado à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais pelo deputado Telêmaco Pompei foi transformado em Lei, dando ao Fórum de Palma o nome de Fórum Dr. Wilson Alvim do Amaral. Em 1980, no dia 17 de dezembro, o Poder Judiciário da Comarca de Palma, integrado pelo Juiz de Direito, Velmen Daibert Féo e pelos serventuários da Justiça, inauguraram a placa comemorativa, ficando assim, gravado seu nome na Galeria dos Homens Ilustres de Palma, sua terra natal.

Fonte: João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira / Memorial Municipal

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