Personalidades de Muriaé – José Pacheco de Medeiros Filho

Membro de uma das famílias mais nobres e mais tradicionais da cidade de Muriaé pelos serviços prestados a toda região, José Pacheco de Medeiros Filho nasceu no dia 17 de dezembro de 1913 e era fruto da união entre o casal Coronel José Pacheco de Medeiros e Dona Gabriella de Andrade Medeiros.

Eram seus irmãos: Dona Maria José de Medeiros Brandão de Rezende; Doutor Paulo Pacheco de Medeiros; Doutor Lauro Pacheco de Medeiros; Doutor Raul Pacheco de Medeiros; Dona Maria Ângela de Medeiros Canêdo, casada com Doutor Pio Soares Canêdo; Dona Maria Cândida de Medeiros Castro e Dona Maria Elisa Pacheco de Medeiros. Todos os irmãos homens eram advogados muito conhecidos, tendo marcado a história desta cidade.

Para seus irmãos, era conhecido como “Juquinha Pacheco”. Irradiava simpatia e sinceridade que lhe fazia ganhar confiança em atos e palavras. Puro como poucos, fino, iluminado, honesto e leal, José Pacheco de Medeiros Filho sempre se mostrou cultor da verdade, sempre foi meticuloso e elegante.

Homem de extensas viagens, adquiriu quadros assinados pelos melhores pintores como, Portinari e Guinard entre os brasileiros, e alguns clássicos como, Parreiras, e estrangeiros da maior classificação universal como, Picasso, Chagall e Chirico. Amigo apaixonado das boas leituras, era colecionador de obras de arte de real valor que deslumbrava como “virtuose”, tais como, clássicos e modernos, gregos, latinos e nacionais. A solidez de seus conhecimentos sobre a arte dos verdadeiros pintores e artistas brasileiros, fê-lo ser respeitado em Cataguases, cidade que sempre foi um dos pólos culturais da Zona da Mata Mineira.

Foi casado com Dona Josélia Peixoto Pacheco de Medeiros, que, atualmente, reside em Cataguases, e o casal teve os seguintes filhos: José Pacheco de Medeiros Neto; Gilberto Pacheco de Medeiros; Bernardo Pacheco de Medeiros; João Pacheco de Medeiros, falecido; André Pacheco de Medeiros; Tomaz Pacheco de Medeiros e Cristina Pacheco de Medeiros.

Sua residência em Cataguases era efetivamente um centro de atração, não só pelo cavalheirismo e distinção do ilustre casal, Dona Josélia e Juquinha, mas, pela realização arquitetônica construída sob o risco de Oscar Niemeyer e jardins de Burle Marx, acolhendo requintado acervo de muito bom gosto. Ali, respirava-se um ar profundamente mineiro pela simplicidade e cordialidade dos donos.

Como industrial, deixou a marca de seu dinamismo ao construir e gerir a grande Fábrica de Plásticos – a Paquileno – e era também sócio e presidente da Fábrica de Tecidos Industrial Cataguases – ambas na cidade de Cataguases. Como fazendeiro, era proprietário da grande Fazenda da Pedreira, naquela cidade. Apesar de seguir a tradição da família formando-se em Direito, não exerceu a profissão por se apresentar como industrial primeiramente.

José Pacheco de Medeiros Filho faleceu no dia 11 de outubro de 1977, pouco antes de completar 64 anos de idade, na Casa de Caridade Leopoldinense, vítima de acidente automobilístico na rodovia que liga Cataguases a Leopoldina, hoje, chamada Doutor Ormeu Junqueira Botelho. Ele foi enterrado na cidade de Cataguases seguido de uma imensa multidão e de autoridades de toda a região, inclusive do então Prefeito de Muriaé, João Braz, e do vice, Hamilton Marinho, além de todo o secretariado da época.

A notícia de sua morte causou um espanto comovido a todos, como um absurdo invisível, que tocou uma sociedade inteira de maneira inconsciente, principalmente, seus amigos, porque ele sabia ser amigo presente em todos os momentos. Seu nome ficou marcado na história de Muriaé e de Cataguases por sua bela trajetória de vida. Permanece como exemplo de caráter e de honestidade para todos os seus descendentes.

Fonte: João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira / Memorial Municipal


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